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Terça, 23 Abr 2019
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SOCIEDADE
ESTUDO FOI ENCOMENDADO PELA CMF
Rádio Cova da Beira
Paulo Fernandes diz que só uma plataforma colaborativa, com todos os parceiros, consegue resolver o problema ambiental do Cabeço do Pião, que voltou a vir a público no passado fim de semana com a reportagem da SIC, mas que há muito preocupa o município.
Por Paula Brito em 05 de Feb de 2019
 

Aliás, frisa o autarca, foi a Câmara Municipal do Fundão (CMF) que encomendou o estudo à faculdade de engenharia da Universidade do Porto, que detectou níveis elevados de arsénio na barragem de lamas que se encontra no topo da escombreiras do Cabeço do Pião.

“O estudo da Universidade do Porto foi contratado pelo município para que os pontos de arsénio pudessem ser analisados para justificar o projecto da impermeabilização da barragem das lamas que fizemos em 2017”.

Um projecto candidatado ao POSEUR, no valor de 1,7 milhões de euros, que obteve o parecer favorável de todas as entidades envolvidas, à excepção da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, o que acabou por inviabilizar a candidatura.

“É um parecer de cariz mais jurídico que põe em causa a figura do poluidor pagador, ou seja, põe em causa que o município do Fundão seja o executor dessa acção”. A APA entendia assim que a responsabilidade deve ser do poluidor, isto é, da empresa que explora as Minas da Panasqueira.

Paulo Fernandes entende que o problema só se resolve “com uma enorme colaboração entre as entidades”, e rejeita a ideia de que o ministro do ambiente estaria a descartar responsabilidades quando disse que “não há qualquer dúvida que a responsabilidade é do município” uma vez que, são da câmara do Fundão os terrenos onde se encontram as escombreiras.

“O município sempre foi proactivo a tentar resolver esta questão, e a minha leitura, até pelas acções que estão em curso, é que há aqui uma vontade de trabalharmos mais em parceria todos, numa plataforma mais colaborativa, e serão seguramente esses os passos que vão ser dados nas próximas semanas. “

À RCB o autarca disse que houve entretanto uma reunião entre as secretarias de estado da economia e a do ambiente sobre a matéria acreditando que nas próximas semanas o processo pode ter desenvolvimentos.


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