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Segunda, 22 Abr 2019
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POLÍTICA
CIRCULAÇÃO NO INTERIOR DE ALPEDRINHA GERA PREOCUPAÇÃO
Rádio Cova da Beira
A assembleia municipal do Fundão quer ver revista a proibição de circulação de veículos pesados de transporte de mercadorias perigosas no interior dos túneis da Gardunha. O tema foi levantado pela bancada do PSD na última reunião do órgão que considera que pressupostos dessa fundamentação, que datam de 1998, estão completamente ultrapassados uma vez que os túneis já há muito que não funcionam com apenas uma faixa de rodagem para cada lado e um limite de velocidade de 60 quilómetros por hora.
Por Nuno Miguel em 05 de Feb de 2019

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Certo é que essa situação nunca foi revista o que, de acordo com Jorge Garcês, leva as viaturas a circular no interior da vila de Alpedrinha, onde o risco de acidente é muito superior “a vila de Alpedrinha é composta por um edificado antigo, é atravessada pela estrada nacional 18, por uma faixa de rodagem que não permite a circulação simultânea de duas viaturas pesadas. Tem uma numerosa população idosa, um lar de idosos no interior da vila junto ao local de maior dificuldade de circulação e a nacional 18 até ao Fundão é uma via de montanha com numerosas curvas, elevado sombreamento e constante acumulação de gelo. Qualquer operação de socorro nestas condições é extramente difícil. Nesse sentido faço aqui um pedido à câmara no sentido de reunir a comissão municipal de protecção civil para que se possa planear a execução de um simulacro de um acidente de matérias perigosas em Alpedrinha porque entendo que a operacionalidade dos meios e o treino necessário para este tipo de circunstâncias é uma necessidade”.  
O eleito do PSD chegou mesmo a apresentar uma moção ao órgão onde se solicita ao ministério da administração interna que efectue uma avaliação do risco de circulação no interior dos túneis bem como ao ministério do planeamento que torne públicas as conclusões de uma avaliação que já foi efectuada em 2013 “gostaríamos de solicitar ao ministério da administração interna, que foi a responsável pela publicação da portaria de interdição de circulação nos túneis, que solicite à autoridade nacional de protecção civil uma avaliação de risco da passagem deste tipo de viaturas por Alpedrinha e também dos riscos a que a população está sujeita. Para além disso deve também ser solicitado ao ministério das infraestruturas e planeamento porque o município foi informado de que iria ser feita uma avaliação de risco e até hoje não sabemos os resultados dessa avaliação ou sequer se ela foi iniciada”.  
A moção apresentada pela bancada do PSD acabou por não ser votada uma vez que foram levantadas algumas dúvidas por parte da bancada do PS, que foi a única que não apresentou contributos para a elaboração do documento. No entanto o líder da bancada socialista, José Pina, também acredita que “a passagem dentro de Alpedrinha é mais prejudicial do que a passagem no túnel. E acreditamos que é possível que quem tem a responsabilidade de o fazer, nomeadamente o presidente da protecção civil municipal, de exigir com o respaldo desta assembleia de exigir os estudos. Diz no documento que houve um estudo realizado em 2007 pelo LNEC e que até está classificado como confidencial. Eu não sei se a assembleia tem conhecimento disso. Eu não tenho e por isso há afirmações que fazem parte do texto e que carecem de alguma comprovação”. 
Face a esta situação, o presidente da assembleia municipal, Vítor Martins, sugeriu que a moção fosse retirada e que o seu conteúdo seja analisado em sede de comissão permanente, por forma a ser um documento mais abrangente e que possa ser votado na próxima reunião do órgão “ficará devidamente registado que aquilo que é essencial na moção colheu a unanimidade da assembleia. Quanto ao texto da moção ele terá que voltar aqui, depois de ser trabalhado na comissão permanente, porque compreendo que pode haver melhorias substantivas e até mesmo um melhor direccionamento dos alvos e das soluções que podem ser afinados com os contributos das várias bancadas”.    
Uma matéria que também mereceu a concordância do presidente da junta de freguesia de Alpedrinha. Para Carlos Ventura “não é possível que a actual situação se prolongue no tempo por muito mais tempo” uma vez que a circulação de viaturas transportadoras de matérias perigosas no centro da vila “é um enorme risco para as populações e para o património existente” na localidade.

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