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Domingo, 17 Fev 2019
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POL√ćTICA
MEDICINA NUCLEAR: OBRAS ARRANCAM EM BREVE
Rádio Cova da Beira
O presidente da c√Ęmara do Fund√£o garante que at√© final do primeiro trimestre deste ano devem arrancar as obras de requalifica√ß√£o do edif√≠cio do antigo hospitalar onde vai ser instalada uma unidade de medicina nuclear na vertente de diagn√≥stico. A afirma√ß√£o feita por Paulo Fernandes na √ļltima reuni√£o da assembleia municipal em resposta a um conjunto de quest√Ķes levantadas pela bancada da CDU.
Por Nuno Miguel em 05 de Feb de 2019
Para além de requerer a entrega do acordo celebrado entre o município e o ministério da saúde, que foi celebrado aquando do encerramento do serviço de urgência, Luís Lourenço considera ainda que a transferência da consulta aberta do hospital para o edifício do centro de saúde “veio criar dificuldades acrescidas aos munícipes do Fundão e vem na sequência do fim das urgências no hospital do Fundão. A alteração verificada foi justificada com ser necessária a instalação de um estaleiro para as obras de requalificação para a instalação da medicina nuclear. O que é que afinal se passa que de estaleiro nada se vê e obras ainda menos. Admitindo que as obras se vão iniciar brevemente, existe a garantia escrita de que a medicina nuclear vai ficar instalada no Fundão?”. 
No seio do órgão já foi criada uma comissão de saúde e Abel Rodrigues, da bancada do PS, manifestou a sua apreensão pelo facto de a direcção executiva do agrupamento de centros de saúde da Cova da Beira ainda não ter dado resposta aos sucessivos pedidos de reunião tendo em vista abordar a realidade desta área no concelho “foram marcadas reuniões com o conselho de administração do centro hospitalar e com a direcção do ACES. A reunião com o centro hospitalar já decorreu mas a que estava agendada com o agrupamento de centros de saúde foi desmarcada e ainda não tem nova data apesar de todos os esforços que sei que foram feitos nesse sentido. Por isso queria expressar publicamente a nossa estranheza porque até hoje nada mais nos foi dito. Estamos muito desgostosos porque aquilo que queremos é saber o que se passa”.   
Na resposta, o presidente da câmara do Fundão admite que ficou surpreendido com esta situação, tanto mais que a mudança do local de funcionamento da consulta aberta foi articulada entre o município, o ACES e o centro hospitalar e universitário da Cova da Beira. Uma alteração que está relacionada com o arranque das obras de requalificação do edifício do hospital que devem arrancar até final de Março “é do conhecimento de todos que o anterior ministro deu luz verde à medicina nuclear no que é o quadro do hospital. Estamos a ultimar todos os processos e tenho quase a certeza de que até final do primeiro trimestre do ano já vamos estar dentro do quadro das intervenções”.  
Quanto ao local escolhido para o actual funcionamento da consulta aberta, Paulo Fernandes admite que existiram alguns problemas, nomeadamente no que diz respeito ao acesso a meios complementares de diagnóstico. Situações que, a pouco e pouco, estão a ser resolvidas “as instalações actuais parecem-me ser adequadas e estão a ser reforçados os modelos que permitam reforçar os meios complementares de diagnóstico, nomeadamente a parte das análises e o raio X. Na questão das radiografias houve um problema durante algumas semanas no aparelho do Fundão que teve avarias. Acho que finalmente foi lá colocado um aparelho novo e estão neste momento a ser estabelecidas as questões da sua ligação ao sistema para que essa relação possa ser mais fluída”.    

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