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Domingo, 17 Fev 2019
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CIMD Cabecalho
CULTURA
CMC HOMENAGEIA MANUEL CAMPOS COSTA
Rádio Cova da Beira
No dia em que assinalou 90 anos de vida, Manuel Campos Costa foi homenageado pela câmara municipal da Covilhã. O salão nobre dos paços do concelho foi pequeno para acolher todos aqueles que desejaram associar-se à distinção do músico, compositor, fundador do conservatório regional de música daquela cidade e durante décadas delegado concelhio da juventude musical portuguesa.
Por Nuno Miguel em 05 de Feb de 2019
Vítor Pereira, presidente da câmara da Covilhã, não tem dúvidas em afirmar que o panorama cultural do concelho seria hoje bem mais pobre sem o contributo que Campos Costa deu à Covilhã, sobretudo na área da música “é para o município poder distinguir, de uma forma singela mas muito significativa, um concidadão nosso como o maestro Campos Costa que tem um percurso de vida notável. Teve uma vida entregue à cultura, à música e sem ele a cultura e a música na Covilhã não seriam o que são hoje. A Covilhã é um alfobre de grandes músicos e isso aconteceu devido à acção, ao carinho e ao trabalho do maestro que permitiu que a música tivesse uma profundidade tão evidente no nosso concelho”.    
Uma homenagem a que também se associou o presidente da juventude musical portuguesa. Emanuel Frazão considera que esta foi uma distinção mais que justa “o maestro Campos Costa merece o maior reconhecimento de todos nós e entendo que esta homenagem é mais do que merecida. Para além de o maestro ter contribuído para incrementar a qualidade musical na Covilhã também o fez, de forma indirecta, em todo o país. Tenho pena de não existirem muitas pessoas como ele no país inteiro porque isso faria toda a diferença”.    
Durante a cerimónia, Manuel Campos Costa não usou da palavra, tendo delegado na filha Ana Cristina a leitura de uma mensagem de agradecimento. Mas no final da sessão não escondia a sua emoção com esta homenagem “sinto-me naturalmente emocionado e penso que foi um exagero por parte das pessoas mas compreendo que elas têm gosto em mostrar os seus sentimentos e acima de tudo por mostrar que na Covilhã se fez alguma coisa na área da cultura e da música”. 
Campos Costa foi também durante muitos anos o rosto mais visível da organização do concurso de instrumentos de arco “Júlio Cardona” que atingiu projecção a nível nacional e internacional. O maestro lamenta que desde 2015 esse projecto tenha sido abandonado “é uma mágoa que eu mantenho e quando desaparecer vou levá-la comigo porque temos na Covilhã um concurso que se compara aos melhores da Europa e não está a ser aproveitado para a cidade da Covilhã”.
No entanto a actual vereadora com o pelouro da cultura na autarquia covilhanense, regina Gouveia, admite que o município está a avaliar a possibilidade de retomar a organização deste concurso que em muito contribuiu para a afirmação da Covilhã no panorama musical “esse nome ainda está muito forte naquilo que é o património cultural da nossa cidade e portanto é óbvio que todos nós reconhecemos essa relevância. Eu ouvi com muita atenção o repto que aqui foi deixado e será algo para nós, internamente, reflectir. Não quero estar a prometer nada mas acredito que vamos saber avaliar a situação, não só eu mas todo o executivo”.  

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