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Terça, 17 Set 2019
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SOCIEDADE
ALCAIDE: PAIS QUEIXAM-SE DE FALTA DE SEGURANÇA
Rádio Cova da Beira
Pais e encarregados de educação da escola de primeiro ciclo do Alcaide entregaram, em Dezembro último, um abaixo-assinado à junta de freguesia, pedindo que retirasse um dos equipamentos do parque infantil que se encontra danificado.
Por Paula Brito em 31 de Jan de 2019

O abaixo-assinado, segundo Paula Martins, uma das mães dos 25 alunos que frequentam a escola, surge depois de uma das crianças se ali ter magoado.

“Quando iniciaram as aulas nós falámos logo no assunto mas ninguém ligou importância nenhuma, quando se magoou a menina, os pais fizeram um abaixo-assinado que entregaram na junta de freguesia do Alcaide”.

Entretanto foi colocado um cadeado e uma corrente na roda danificada, confirma Paula Martins, mas também não resolve o problema “as crianças podem lá mexer na mesma e magoar-se”.

O presidente da junta de freguesia do Alcaide confirma à RCB a recepção do abaixo-assinado e diz que o assunto já estava a ser tratado com a câmara do Fundão “desde Outubro”.

Contactada pela RCB, Alcina Cerdeira, acrescenta que o arranjo do parque faz parte de um conjunto de obras de manutenção do parque escolar do concelho que estão em fase final de adjudicação.

“Foi feito um levantamento global dos equipamentos e lançámos um procedimento na câmara para a reparação dos mesmos, e é isso que está a decorrer, quase em fase de finalização, mal tenhamos as condições reunidas isso vai acontecer, não é porque agora foi colocada esta questão, nós sempre o fizemos.”

A escola do Alcaide está, entretanto, sem auxiliar de acção educativa, de baixa médica desde o início do ano lectivo. Uma tarefa que foi assegurada durante o primeiro período por uma funcionária da junta de freguesia que, desde o início do segundo período lectivo, vai à escola no início e final do dia para assegurar a entrada e saída dos alunos, como confirmou à RCB o autarca do Alcaide, Daniel Cruz.

“Nós substituímos a auxiliar com a funcionária da junta que não tem formação para isso, entretanto não temos condições para estar a pagar uma funcionária para estar na escola, esteve lá três meses, agora vai abrir e vai fechar. Esta é uma competência do Ministério da Educação, não é da junta nem da câmara”.

Uma competência que extravasa o poder local, apesar da autarquia também estar a resolver a situação, como confirmou à RCB a vereadora como pelouro do ensino.

“Fizemos uma candidatura, estamos à espera que ela seja aprovada, para colocarmos alguém permanentemente, entretanto, a junta colocou alguém para dar essa resposta durante determinado período do dia. Aquela escola ainda tem dois professores que também têm que dar apoio enquanto não estão reunidas as condições ideais.”

Segundo Alcina Cerdeira, já foram 12 as situações semelhantes que a autarquia teve que resolver este ano lectivo, extravasando as suas competências na área da educação, “porque o nosso entendimento é que estas escolas não devem fechar”.   


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