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Terça, 23 Abr 2019
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SOCIEDADE
APICULTURA: AMEAÇADA MAS EM CRESCIMENTO
Rádio Cova da Beira
Apesar de cada vez mais ameaçado, pelos incêndios e vespa asiática, a apicultura é um sector em crescimento. No ano passado estavam registados 10 mil apicultores em todo o país com mais de 700 mil colmeias, o equivalente a uma produção de cerca de 12 mil toneladas de mel.
Por Paula Brito em 30 de Jan de 2019

“O ano passado foi relativamente normal comparado com o anterior, da seca dos incêndios, em que a produção caiu significativamente. Por outro lado, há cada vez mais colmeias, o efectivo está a crescer, fruto do investimento de jovens agricultores, há muitas famílias que optaram pela apicultura como fonte de rendimento, fizeram grandes investimentos, que é preciso apoiar.”

Esta é mais uma das dificuldades do sector, onde as ajudas são escassas e não chegam a todos os apicultores, lamentou João Casaca, técnico da federação nacional de apicultura, em entrevista à RCB, à margem das III jornadas apícolas, promovidas pela Pinus Verde, que decorreram no passado sábado no Fundão.

Para a Federação, o associativismo deve ser a aposta do sector apícola, mas também aqui o caminho é longo.

“Não há muitas organizações de mel reconhecidas, as regras são muito apertadas para uma organização de produtores ser reconhecida, e o que acontece é que o mercado está desregulado e é muito difícil as organizações serem competitivas com outros operadores do mercado”.

João Casaca falou ainda de uma das principais ameaças ao sector: a vespa velutina que chegou a Portugal, pelo norte, em 2011, e que tem vindo a descer pelo país, até Lisboa e Beiras.

“Não temos nenhuma ilusão acerca de ser um problema para todos os apicultores do país nos próximos anos, não sabemos se cinco se 10. A vespa velutina é um predador de abelhas, come abelhas no final do verão, na maior parte do país a produção é na primavera, não tendo impacto directo na produção, tem mais impacto nos efectivos, debilita-os e pode provocar a morte de algumas colmeias.”

Mas qual é o impacto da vespa velutina no sector apícola?

“Menos rendimento, porque há menos produção e mais custos. Controlar a vespa velutina é caro, obriga a deslocações ao apiário, a colocar armadilhas, a alimentar suplementarmente colmeias debilitadas, tudo somado o rendimento diminui.”  

Paradoxalmente, o sector apícola tem vindo a crescer em Portugal que é auto-suficiente em mel exportando tanto mel quanto aquele que importa.


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