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Quinta, 25 Abr 2019
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CIMD Cabecalho
POLÍTICA
CIM NÃO ACEITA COMPETÊNCIAS
Rádio Cova da Beira
A comunidade intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela não vai aceitar qualquer transferência de competências do estado para aquele organismo. Bastava que apenas um município não estivesse de acordo para que essa proposta fosse reprovada e essa decisão foi tomada pelo município de Trancoso ainda em Dezembro de 2018.
Por Nuno Miguel em 30 de Jan de 2019

Eduardo Pinto, vice-presidente da autarquia, refere que a questão ainda foi abordada na última reunião do conselho intermunicipal, tendo a CIM recomendado às autarquias que também não aceitassem assumir novas competências no âmbito do pacote de descentralização “nós apenas com os dados que tínhamos em presença, ou melhor, com a falta de dados disponíveis para o município tomar as suas decisões, entendemos que não possuíamos os elementos suficientes para aceitar qualquer delegação de competências nas áreas cujos diplomas já tinham sido publicados. Tanto assim foi que na reunião do conselho intermunicipal da CIM que decorreu em Figueira de Castelo Rodrigo a própria comunidade tomou a decisão de não aceitar essas competências. Não foi o município de Trancoso que inviabilizou nada”.     

 

A posição do município de Trancoso é, no entanto, fortemente criticada pelo presidente da câmara da Guarda. Para Álvaro Amaro esta decisão vem colocar em causa toda a estratégia da comunidade ao nível da promoção turística e na gestão de projectos financiados por fundos europeus e programas de captação de investimento “nunca vi uma coisa destas uma vez que se eu disser que não posso estar a estragar a estratégia de uma comunidade e antes de dizer que não é meu dever falar com todos. Então uma comunidade não quer desenvolver acções de promoção turística do seu território? Quase que apetece perguntar o que é que estamos aqui a fazer? Eu não tenho que sacrificar a minha opção em nome dos meus colegas? Que não se aceite a parte dos bombeiros ou a parte da justiça que é algo mais complexo eu ainda percebo. Agora na promoção turística? Ninguém hoje se faz bem com o mal dos outros e enquanto este espírito não vingar e for só o espírito da capelinha estamos mal”. 

 

Críticas que Eduardo Pinto rejeita. O vice-presidente da autarquia de Trancoso sublinha que o município não pode ser acusado de inviabilizar este processo e classifica como uma desculpa esfarrapada os argumentos apresentados pelo autarca da Guarda “Trancoso não pode ser olhado dessa forma porque até ao dia de hoje não foram colocados em cima da mesa novos dados para que a CIM tomasse uma decisão diferente daquela que já tinha tomado e que aliás recomendou aos executivos que tomassem. Se o presidente da câmara da Guarda não queria deixar arrastar o assunto, deveria tê-lo apresentado aos seus pares nas sucessivas reuniões do conselho intermunicipal. Acho uma desculpa esfarrapada atirar para cima do município de Trancoso o ónus de uma decisão quando aquilo que fizemos foi tão-somente, de forma atempada, acautelado a nossa posição”.  


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