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Quinta, 19 Set 2019
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SOCIEDADE
DEUS QUER, A MISERICÓRDIA SONHA…
Rádio Cova da Beira
Jorge Gaspar admite que vai ter um “mandato difícil” num contexto de adversidade para o sector social, que perdeu mais de 15% do financiamento do Estado nos últimos 20 anos. Dificuldades que não vão impedir a nova mesa administrativa de sonhar “com os pés assentes na terra”, disse o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Fundão na tomada de posse, citando o poema de Fernando Pessoa “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”.
Por Paula Brito em 29 de Jan de 2019
 

 “Temos efectivamente alguns sonhos, estamos convictos que Deus quer que os realizemos. A remodelação e requalificação do lar da misericórdia é o primeiro sonho, porque consideramos que é um projecto prioritário para esta instituição.” A candidatura, apresentada no âmbito do Portugal 2020, está em fase de análise na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e “as nossas expectativas de aprovação são elevadas”.

Mas há um segundo sonho que o provedor gostaria de concretizar e que não é apenas da Santa Casa da Misericórdia.

“O aumento do número de camas de cuidados continuados remodelando para o efeito o antigo hospital do Fundão constitui também um projecto estruturante e essencial para a misericórdia e para a Cova da Beira. (…) Renovo aqui o apelo à comunidade e entidades do concelho para que se envolva nas iniciativas que vamos promover para tornar rapidamente este projecto uma realidade.”

Para enfrentar os desafios e as adversidades dos próximos quatro anos, Jorge Gaspar decidiu reforçar a equipa “forte, multifacetada, mais alargada em número e mais diversificada nas suas competências. Estou certo será um grupo de trabalho de grande qualidade, empenhado e coeso, pronto para ultrapassar as adversidades que se nos colocarão ao longo destes quatro anos.”

Na cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais, que contou com a presença de Manuel Lemos, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas saudou a nova equipa, que tem pela frente o desafio de tratar as pessoas com qualidade, mantendo a sustentabilidade da instituição que “não é do Estado nem da Igreja” mas da população que serve. Manuel Lemos falou ainda do que considera ser o novo paradigma do apoio social – o apoio domiciliário.

“Todos os idosos querem terminar os seus dias nas suas casas, como também não temos lares que cheguem, o novo paradigma dos cuidados a idosos deve, devagarinho ir para o apoio domiciliário, só que o Estado português comparticipa o apoio domiciliário em 175 euros”. Uma verba manifestamente insuficiente quando comparada com os 2.300 euros/mês de apoio, em Espanha, ao mesmo serviço.

Em representação do presidente da câmara do Fundão, o vereador Paulo Águas falou das pontes de entendimento e parcerias que existem há muito entre as duas instituições e que irão continuar a existir no projecto de requalificação do hospital do Fundão.

Já o novo presidente da assembleia geral, Jorge Bonifácio, prometeu imparcialidade na condução dos trabalhos das assembleias e total colaboração com os restantes órgãos, deixando um apelo à união. 


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