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Quinta, 25 Abr 2019
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SOCIEDADE
ABRIGO: ÓRGÃOS SOCIAS TOMAM POSSE
Rádio Cova da Beira
Alice Rosa tomou posse à frente da direcção do Abrigo de S. José para cumprir o segundo mandato e dar continuidade ao projecto de melhoria das condições de vida dos rapazes e da própria instituição.
Por Paula Brito em 29 de Jan de 2019

“Aos poucos estamos a tentar reformular, não só em termos físicos, o edifício, mas também algumas regras de funcionamento, porque os jovens que Abrigo tinha há 50 anos eram jovens com situações diferentes daquelas com que hoje nos deparamos, tem que haver uma reformulação de regras de funcionamento, de formação da equipa, é uma adaptação às situações que nos vão aparecendo.”

Alice Rosa vai trabalhar com a mesma equipa na direcção, José Marques Gonçalo preside ao conselho fiscal e Jorge Colaço é agora o presidente da assembleia geral. Na cerimónia de tomada de posse, o pároco do Fundão deixou um apelo à comunidade.

“Da minha parte o compromisso, e uma interpelação ao compromisso de todos, de estarmos mais atentos à instituição, mais presentes, sobretudo na assembleia geral que é um momento importante para todos darem o seu contributo.”

Maria de Lurdes Pombo, em representação da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), lembrou a primeira vez que esteve no Abrigo de S. José, há 45 anos, noutras funções, e desde então habituou-se “a olhar para esta instituição como de referência” na área da infância e juventude, uma área que sempre esteve mal financiada pelo Estado. Maria de Lurdes Pombo deixou no Fundão a garantia de que a CNIS tudo fará, nas negociações com o governo, para que o sector social seja financeiramente reconhecido.

“Nós vamos ser muito exigentes na negociação, para que seja entregue o suficiente, para que as instituições não estejam tão aflitas e que muita delas, mesmo aqui no nosso distrito, não vamos deixar que fechem.”

Paulo Fernandes aproveitou a presença de Maria de Lurdes Pombo para colocar um novo dado nas negociações. Partindo do exemplo do Fundão, e do Abrigo de S. José, de onde “saíram já muitos jovens que singraram na vida”, sensibilizar o governo para o facto de o interior dispor de um ambiente mais favorável à inclusão.

“Não é só a distribuição é também a escolha de determinados tipos e valências, de respostas sociais, que resultam melhor em meios pequenos porque é mais fácil a sua inclusão. Aposte-se nestas entidades, nas IPSS que têm provas dadas, e faça-se deste país, um país mais justo.”

O autarca deixou ainda a garantia de que o município do Fundão vai continuar a colaborar com o Abrigo de S. José, a todos os níveis.


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