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Domingo, 17 Fev 2019
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POLÍTICA
COVILHÃ: CENTRO DE INOVAÇÃO TURÍSTICA GERA TROCA DE ARGUMENTOS
Rádio Cova da Beira
O vereador com o pelouro da administração geral na câmara da Covilhã lamenta que na última reunião pública do executivo os vereadores da oposição nada tenham dito sobre a decisão do governo em instalar na Covilhã o novo centro de inovação turística.
Por Nuno Miguel em 29 de Jan de 2019
José Miguel Oliveira refere que a concretização deste projecto, recentemente anunciado pelo ministro da economia, pode trazer mais valias para o concelho mas os eleitos da oposição preferiram remeter-se ao silêncio “não posso deixar de partilhar convosco alguma decepção porque na semana em que o ministro da economia anunciou a vinda do centro de inovação de turismo para a Covilhã, aquilo que eu vejo por parte da oposição na câmara da Covilhã é que não foi dita uma palavra relativamente a este investimento que, suponho eu, se calhar estou enganado, nos devia congratular a todos”.
Palavras que mereceram a réplica dos dois vereadores da oposição. O vereador do CDS/PP, Adolfo Mesquita Nunes afirma que “eu sei o que é o centro de inovação para o turismo, mas vou deixar que sejam os covilhanenses a ver para depois não dizerem que sou eu que estou a falar. Já fui secretário de estado do turismo e quando abrir aquela salinha as pessoas vão ver e eu cá estarei para falar. Mas se vamos ter um centro de inovação para o turismo mais valia que o governo pagasse a reconstrução do edifício da antiga PSP e fosse feito um verdadeiro centro de inovação e de apoio ao empreendedorismo com especial domínio no turismo que é o sector da economia que mais cresce. Poupávamos dinheiro à câmara e colocávamos o governo a fazer realmente alguma coisa em relação a isto”.    
Já o vereador do movimento “De Novo Covilhã” refere que este mesmo projecto já foi anunciado por quatro vezes para ficar sediado em Lisboa, tendo agora o governo optado por instalá-lo na Covilhã. No entanto considera que José Miguel Oliveira perdeu uma oportunidade para explicar ao concelho o que vai ser este novo centro “podia ter contribuído para o aumento do conhecimento colectivo dizendo o que é este centro. Porque não o tendo dito fica na dúvida se são 60 empregos, se são 600 ou se são seis. E o que é que será efectivamente esse centro. Por aquilo que li, tudo o que vem é bom. Tudo o que seja investimento é bom, nem que seja uma papelaria ou uma tabacaria é positivo”.  
O vereador socialista refere que “é o presidente da câmara que deve fazer a apresentação deste projecto e por isso eu não o vou fazer mas não deixo de registar publicamente esta atitude que nós temos por parte da oposição na câmara municipal”. 
Ainda assim Carlos Pinto não perdeu a oportunidade de lançar um desafio à actual maioria, numa área também tutelada pelo ministro da economia “deviam perguntar ao anunciador deste investimento para a Covilhã qual é a resposta que dá ao município sobre a eventualidade de se sediar no «Data Center» a armazenagem de dados da administração pública portuguesa. Porque isso é, de facto, algo que daqui por 20 anos talvez se recordasse. Essa é uma decisão que importa à Covilhã como importava à administração pública com uma poupança de cerca de 400 milhões de euros por ano”. 

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