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SOCIEDADE
“VERDINHO” REABRE PORTAS
Rádio Cova da Beira
Depois de vários meses de portas fechadas devido a trabalhos de requalificação e de alguma polémica à mistura, estão reabertas as instalações do “Verdinho” na cidade da Covilhã”.
Por Nuno Miguel em 28 de Jan de 2019

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O espaço foi concessionado por um periodo de cinco anos ao empresário Manuel Quintela, que investiu 180 mil euros na sua recuperação e que pretende aliar o serviço de bar e cafetaria a uma loja de produtos regionais. Um conceito que começou a ser dinamizado em Castelo Branco há sensivelmente seis anos e que levou agora Manuel Quintela a criar uma oferta semelhante na Covilhã “todos gostam da «Boutique do Presunto» em Castelo Branco e eu quero acreditar que também na Covilhã pensam que chegou o terror mas daqui por dois anos as pessoas vão ver que vai ser uma mais valia para a cidade. Há aqui hoje condições para avançar com um projecto inovador, que permitiu criar seis postos de trabalho, e vamos trabalhar para que no final de cada mês se pague à câmara as nossas obrigações e que sobre um bocadinho porque esse é o objectivo de qualquer investidor”.   
Na cerimónia de reabertura do espaço, o empresário sublinhou que toda a polémica que foi criada em torno dos trabalhos de requalificação do imóvel não faz qualquer sentido, uma vez que todos os passos foram dados de acordo com a lei “pedi à câmara se me autorizava uma pequena ampliação e foi-me dito para apresentar um projecto. Contratámos um arquitecto externo à câmara e todo o processo seguiu os trâmites normais e ele foi aprovado pela câmara e pela direcção regional da cultura de Coimbra. Houve aqui uma série de intrigas nas redes sociais mas tudo isto foi transparente. Eu não sou um homem de esquemas e faço aquilo com que me comprometo”.  
Embora sem nunca referir o nome de José Manuel Correia, que chegou a deslocar-se a uma reunião pública do executivo a pedir a anulação do concurso, Manuel Quintela não perdeu a oportunidade para enviar uma mensagem a esse empresário “que venha agora um senhor dizer que também fazia estas obras, quando todos os covilhanenses conhecem as casas que essa pessoa, que nos está aqui a intrigar, apresenta ao público e que são casas mais do que ultrapassadas. Se esse senhor não faz as obras na sua casa iria gastar 180 mil euros aqui na casa do povo? Acho que isto não passa de uma cena de inveja e de pessoas que não sabem lidar com a concorrência. Mas a concorrência é a melhor coisa que a vida comercial e empresarial tem. Porque isso desafia-nos e coloca-nos à prova. Senão acabamos por nos acomodar”.   
Para além do serviço de cafetaria e bar o novo espaço coloca à disposição do público uma loja de venda de produtos regionais, tendo sido requalificadas as casas de banho públicas e construído um novo sanitário para cidadãos com mobilidade reduzida. Vítor Pereira, presidente da câmara da Covilhã, mostra-se convicto de que este equipamento vai contribuir para uma maior dinamização do centro histórico. Uma oportunidade que este empresário não desperdiçou “foi referido, e bem, que foi aqui requalificado um espaço público. Espaço esse que teria de ser requalificado pelo município o que significa que a câmara poupou aqui muito dinheiro, mas não ficámos por aqui. É que este espaço, para além de vir dinamizar o centro, veio criar uma oferta que não existia e que permite a que quem nos visita ter um espaço para poderem estar com qualidade, para levar as suas lembranças e injectar dinheiro na economia local. E para além de tudo isso também aqui foram criados seis postos de trabalho. Há muitas empresas que ocupando espaços públicos e com maiores apoios de muitos municípios não criam simultaneamente tantos postos de trabalho”.    
Presença notada nesta cerimónia de inauguração foi a do empresário Rui Nabeiro, principal impulsionador da “Delta Cafés” e amigo de longa de data do empresário. Uma inauguração a que não podia falhar, afirmou na sua intervenção “hoje não podia deixar de estar aqui porque sei que o Manuel Quintela é uma pessoa que sente todos os dias aquilo que quer e que pode fazer. Nunca vi este homem, que já conheço há muitos anos, jogar por jogar. Joga sempre pela realidade e acredito que este espaço vai trazer mais valias a toda esta área e por isso se não tivesse vindo agora estaria triste em minha casa”.
A requalificação deste espaço permitiu criar seis novos postos de trabalho. Concretizada a aposta na Covilhã, o empresário está já a preparar um investimento semelhante no Fundão, cujas obras podem arrancar ainda antes do final deste ano. 

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