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Quinta, 21 Fev 2019
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SOCIEDADE
“QUANDO VAMOS CONCRETIZAR AS MEDIDAS QUE JÁ FORAM APROVADAS?”
Rádio Cova da Beira
A administradora da empresa “Dielmar”, sediada em Alcains, mostra-se muito preocupada com os efeitos da desertificação de toda a Beira Interior. Durante a convenção da região centro promovida pelo PS, e que decorreu em Castelo Branco, Ana Paula Rafael sublinha que, a manter- se a actual tendência, 80 por cento da população do país vai estar a residir no litoral em 2040.
Por Nuno Miguel em 24 de Jan de 2019

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A empresária considera que é necessário definir políticas de fundo para apoiar a região mas, ainda antes disso, é fundamental implementar as medidas já aprovadas mas que até agora nunca foram concretizadas “eu não consigo, como empresária, encontrar quadros jovens que queiram ficar a trabalhar no interior. Há uma atractividade muito grande deles pelo radar que está no litoral e por isso temos que definir medidas que atraiam população e, para além disso, deixo aqui uma questão: quando é que concretizamos as medidas da unidade de missão para o interior? Quando é que começamos a concretizar tudo aquilo que pode ajudar a inverter esta tendência”   
A empresária apontou alguns caminhos no sentido de inverter o actual ciclo de desertificação a que a região tem vindo a assistir. Desde logo a criação de condições que permitam o regresso de uma população que já não está activa mas que acabou por ser radicar noutras zonas do país e até da Europa “temos uma população emigrante que já não é activa mas que está emocionalmente ligada à sua região e com a adopção de algumas medidas poderíamos traze-los para gerar consumo. E isso iria gerar oportunidades que os jovens seriam capazes de entender e que sequencialmente iram criar «start-ups», e outras empresas para servir este consumo inicial. E depois disso o desenvolvimento económico é gerado de uma forma automática. O primeiro investimento é o consumo e depois temos de atrair investimento real”. 
Ana Paula Rafael sublinha que “se deixarmos evoluir esta tendência demográfica, aquilo que vai acontecer dentro de pouco tempo é que vamos ter selvas urbanas versus um interior completamente despovoado. Se não fizermos nada, cidades como Lisboa vão ter grandes problemas de insegurança, tensões sociais elevadas, levará a que tenham de se fazer investimentos na saúde e na educação completamente desproporcionados em relação à capacidade de investimento do país, quando estamos a marginalizar o resto do território, que vai continuar a empobrecer por assimetrias e desequilíbrios populacionais”. 

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