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Domingo, 17 Fev 2019
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POLÍTICA
“ALIANÇA” DÁ PRIMEIROS PASSOS NO DISTRITO
Rádio Cova da Beira
O distrito de Castelo Branco vai levar 22 delegados ao primeiro congresso nacional do Aliança, que se realiza nos dias 9 e 10 de Fevereiro em Évora. O número é o resultado de um rateio já realizado junto da cerca de meia centena de militantes que o novo partido tem no distrito.
Por Paula Brito em 22 de Jan de 2019

A próxima etapa, segundo o coordenador da comissão instaladora do Aliança no distrito, Bruno Ferreira Costa, “é de delinear um roteiro de prioridades em cada distrito, para uma intervenção mais local, esta etapa terá início no Congresso onde cada distrito terá uma representação, em Castelo Branco teremos 22 delegados presentes no congresso nacional e será da nossa responsabilidade apresentar um conjunto de preocupações relativamente àquilo que é a defesa da acção que pretendemos para o nosso distrito.”

No congresso, que se realiza no interior, a coesão territorial vai estar em debate, já que se trata de um dos principais eixos em que assenta o projecto do novo partido, liderado por Pedro Santana Lopes. O distrito de Castelo Branco vai levar uma nova visão do problema da desertificação ao congresso.

“Nós devemos olhar para a desertificação do interior sobre uma nova perspectiva, não do interior para o litoral, mas do campo para a cidade, mesmo no interior verificamos que as pessoas não estão a deslocar-se para as grandes áreas metropolitanas, até pelos preços da habitação, mas estão a concentrar-se nas cidades do interior o que promove uma desertificação total dos territórios.” 

O Aliança defende ainda uma reforma do sistema político eleitoral que dê mais peso ao interior, com a adopção de círculos uninominais que permita “a representação directa da voz da região no parlamento”.

Segundo Bruno Ferreira da Costa, que é também professor na UBI e director do curso de ciência política e relações internacionais, “não há soberania sobre o país se não houver presença do Estado em todo o território, o Estado não se pode desresponsabilizar, não pode estar ausente no auxílio às suas populações”, e deixa um exemplo “nós não conseguimos exigir a presença de um conjunto de entidades privadas no interior, estou-me a lembrar da gestão público privada dos CTT ou da banca, quando o Estado começa paulatinamente a abandonar o interior.”

No congresso dos próximos dias 9 e 10 de Fevereiro será também definida a estrutura do partido e a próxima fase será a chegada do Aliança aos concelhos.

“É passar dessa instalação distrital para uma instalação ao nível do município, crescendo aqui a força da Aliança e conseguindo trazer novas pessoas para a política. Um dos desafios muito interessantes da comissão instaladora de Castelo Branco, na primeira reunião que tivemos, foi a da paridade uma vez que estavam praticamente tantos homens como mulheres nessa reunião, isto indica também o grau de confiança que o Aliança está a promover junto de pessoas que estavam afastadas da política e que veem aqui uma oportunidade e intervenção.”


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