RCB/TuneIn
Sexta, 23 Ago 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
COVA DA BEIRA CRIA NÚCLEO DA REDE OITO DE MARÇO
Rádio Cova da Beira
Trata-se de um movimento que está a nascer a nível nacional, e que conta já com cerca de 50 aderentes da região, com o intuito de recordar mulheres que, em diferentes contextos, lutaram por melhores condições de vida, de trabalho e também pelo direito ao voto.
Por Nuno Miguel em 21 de Jan de 2019
Elisa Bogalheiro, uma das responsáveis pelo núcleo, sublinha que apensar das conquistas alcançadas, sobretudo deste o final do século XIX, há ainda um longo caminho a percorrer na promoção da igualdade entre homens e mulheres “em Portugal os números relativos a 2017 são bastante esclarecedores. 6536 mulheres e raparigas sofrem mutilação genital, 24 mulheres foram assassinadas por companheiros ou ex companheiros, 80 por cento das vitimas de violência doméstica são mulheres, tal como o são 90,7 por centro das sobreviventes de crimes sexuais. A diferença salarial entre homens e mulheres é de 15,9 por cento em desfavor das mulheres e são os homens que maioritariamente ocupam cargos de chefia apesar de serem as mulheres quem maioritariamente concluem o ensino superior, cerca de 61 por cento”.    
A nível nacional o movimento vai realizar um conjunto de acções para assinalar o próximo dia internacional da mulher, assentes em quatro eixos “greve ao trabalho assalariado, greve ao trabalho doméstico e à prestação de cuidados, greve ao consumo de bens e serviços e ainda a greve estudantil. Desta forma pretendemos chamar a atenção da sociedade para a importância das mulheres na vida pública e privada e levando a uma consciencialização da necessidade de promover a igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres. Não nos resignamos perante a desigualdade, a violência machista e o conservadorismo. Assinalamos esta data para mostrar que as mulheres, tendo um papel tão importante na sustentação das sociedades, não podem continua a ser discriminadas por questões de género”.  
Na região, as cidades da Covilhã e do Fundão vão ser os dois pólos de dinamização de actividades, estando prevista a realização de uma marcha lenta entre as duas cidades no próximo dia oito de Março “pretendemos neste conjunto de acções envolver as escolas porque é lá que se começa o trabalho de sensibilização. Durante a manhã serão realizadas algumas actividades de protesto que vão assinalar a greve nas escolas. À tarde vai ser promovida uma marcha lenta entre o Fundão e a Covilhã e na Covilhã vamos também desenvolver algumas acções em tom de informação e sensibilização sobre o que é uma greve feminista e porque é que ela ainda faz sentido em 2019”.

  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados