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Quarta, 24 Abr 2019
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POLÍTICA
“UM RISCO EM QUE PORTUGAL NÃO SE PODE COLOCAR”
Rádio Cova da Beira
Portugal não pode ser confrontado com um cenário de saída da União Europeia. A afirmação feita este sábado em Castelo Branco pelo secretário geral do PS durante a conferência regional “Portugal é Europa” que os socialistas estão a promover em todo o país e que vão culminar em Fevereiro com a realização de uma convenção nacional tendo em vista dar o pontapé de saída para a pré campanha das eleições europeias que vão decorrer este ano.
Por Nuno Miguel em 20 de Jan de 2019
António Costa recordou que ainda existem várias vozes que defendem a saída de Portugal da zona euro e por isso deixou o aviso “que ninguém acredite que era possível estarmos hoje em melhores condições se saíssemos da união europeia. Vejam bem se estivéssemos como está hoje o Reino Unido, sem saber o que nos podia acontecer no dia 30 de Março se saíssemos da união. Esse é um risco em que, em circunstância alguma, Portugal se pode colocar e é por isso vamos continuar a bater-nos por uma Europa que garanta a coesão, a competitividade, a solidariedade, a paz, o desenvolvimento e os direitos humanos. É essa a Europa que nós queremos e pela qual nos vamos bater”.   
António Costa sublinha que a integração europeia foi uma das maiores conquistas alcançadas por Portugal depois do 25 de Abril e que abriu portas à modernização de várias infraestruturas, como por exemplo a construção de auto estradas ou a modernização da linha ferroviária “ainda agora estamos a modernizar a linha da Beira Alta e a linha da Beira Baixa. Estamos a restabelecer a ligação entre a Covilhã e a Guarda que esteve encerrada durante dez anos. Desta forma estamos a contribuir para termos melhores condições de acessibilidade aqui no interior. Mas sejamos claros. Só o estamos a fazer e só o podemos fazer porque há fundos comunitários que nos permitem, solidariamente, realizar estes investimentos. E é por isso que a Europa é uma Europa da coesão, tem de continuar a sê-lo e temos que aprofundar cada vez mais essa coesão”.    Em relação aos problemas de desertificação e de envelhecimento populacional que preocupam o interior do país, o secretário geral do PS refere que estão a ser desenvolvidas um conjunto de políticas articuladas para conseguir inverter um cenário muito negativo. António Costa deixa como exemplos a redução do valor das portagens para as empresas, que entrou em vigor no início deste ano, a par de medidas de discriminação positiva do ponto de vista fiscal e ainda a criação, pela primeira vez, de uma secretaria de estado direccionada para a valorização do território. O secretário geral do PS sublinha ainda que “é preciso romper, de uma vez por todas, com o circulo vicioso de que não há empresas porque não há pessoas e não há pessoas porque não há empresas. Temos mesmo que investir na criação de empresas e de postos de trabalho. Foi por isso que quando foi negociada com a união europeia a reprogramação dos fundos comunitários e aumentamos em cinco mil milhões de euros a verbas destinadas a apoiar o sector empresarial, tivemos o cuidado de reservar 1700 milhões para poderem ser investidos exclusivamente nas regiões do interior. De forma a que seja aqui que possamos criar mais empresas, mais emprego, que ele seja mais qualificado e dessa forma contribuir para fixar mais população”.

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