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Quarta, 24 Abr 2019
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POLÍTICA
“NÃO HOUVE NENHUMA MUDANÇA”
Rádio Cova da Beira
Paulo Rangel acusa o governo de pouco ou nada ter feito ao longo da actual legislatura em prol de uma verdadeira descentralização de competências do estado para os territórios mais desfavorecidos. A ideia deixada pelo eurodeputado do PSD numa conferência sobre as perspectivas de financiamento para Portugal no novo quadro comunitário e que decorreu na Guarda.
Por Nuno Miguel em 19 de Jan de 2019
Paulo Rangel considera que “nós temos tido até agora, por parte do governo socialista, lágrimas de crocodilo. O governo do PS está sempre a falar, com uma agenda demagógica, no interior e na descentralização mas a verdade é que não fez quase nada em relação a isso. E eu estou pessimista porque ao fim de três anos de um governo liderado por António Costa não vimos nada que fosse dado às cidades do interior ou à região. Não houve nenhuma mudança”.   
O eurodeputado social democrata aponta como o exemplo mais flagrante dessa desigualdade o novo plano nacional de investimentos, que recentemente foi aprovado em conselho de ministros “nós ainda agora estamos a ouvir falar em centenas de milhões de euros de investimentos que basicamente estão concentrados na região de Lisboa e depois umas coisinhas para disfarçar para o Porto. Ora as regiões de Lisboa e do Porto com certeza precisam de algum investimento mas estão amplamente servidas quando comparadas com o resto do país. E importa não esquecer que as cidades portuguesas que estão mais desenvolvidas passam a ser abrangidas pelos fundos de coesão o que significa que vão passar a competir com aquelas que estão menos desenvolvidas”.  
Paulo Rangel mostra-se ainda muito preocupado com as consequências que podem advir para o interior do país no novo quadro comunitário de apoio “a proposta que está em cima da mesa aponta para uma redução de sete por cento para Portugal enquanto que a Espanha e a Finlândia ganham cinco por cento e a Itália ganha oito por centro. São países mais ricos que Portugal e ganham fundos de coesão e o nosso país perde-os. Ora isto vai reflectir-se sobre o interior português. O outro problema é que às tantas estamos lá a lutar para conseguir mais fundos, podemos até conseguir fazer a diferença, mas depois chegamos cá e eles não são bem repartidos”.

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