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Terça, 26 Mar 2019
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CULTURA
“A COVILHà SEMPRE FOI MAIOR QUE AS SUAS CRISES”
Rádio Cova da Beira
O salão nobre da câmara municipal da Covilhã foi pequeno para albergar todos aqueles que desejaram associar-se à homenagem prestada ao pároco Fernando Brito pelos 60 anos de ligação ao semanário “Notícias da Covilhã”.
Por Nuno Miguel em 14 de Jan de 2019
Uma ligação que começou por ser coadjutor na elaboração do jornal, sob a direcção do pároco José Andrade, posteriormente foi chefe de redacção depois de ter concluído o curso de jornalismo na universidade católica e nos últimos oito anos director da publicação.
Ao longo dos 60 anos de ligação ao jornal, Fernando Brito afirma que a Covilhã soube sempre ser maior do que as suas crises e acredita que este semanário de inspiração cristã vai estar preparado para fazer face aos novos desafios que se lhe colocam “estão ai desafios, impactos e exigências que se nos colocam de modo mais premente e até ameaçador. E este jornal tem a marca da região. Ele reflecte a vida da região no seu desenvolvimento e nas suas crises. Mas a Covilhã é maior que as suas crises e foi sempre isso que se verificou. Eu gosto muito da Covilhã, sinto a Covilhã no coração e penso que os covilhanenses sentem o pulsar do meu coração pela Covilhã”.     
Luís Pardal, novo director do “Noticias da Covilhã”, destaca a entrega que Fernando Brito sempre evidenciou na vida de um semanário, que completou na última semana 106 anos de vida, e que dá alento aos novos responsáveis para continuar o trabalho em prol da Covilhã e da região “importa dar uma palavra de gratidão a si, amigo padre Fernando, pela resiliência, pelo trabalho, pelo testemunho e pela entrega a esta causa do jornalismo no interior. Por saber que no seu coração ecoam as palavras de Paulo «fiz-me tudo para todos». Digo-lhe que alcançou alguns. Fez o que tinha deter feito mas não é de modo algum um servo inútil. Contamos com a sua amizade e presença e esperamos de si o testemunho discreto para nos animar na missão que continuamos em favor da Covilhã e da região”.    
Uma homenagem a que também se associou a santa casa da misericórdia da Covilhã. Graça Sardinha, representante da mesa administrativa, destaca a realização de uma justa homenagem a um humanista e um homem de acção que sempre exerceu a sua actividade de forma discreta e prudente “hoje homenageamos um homem de sabedoria ímpar, um sacerdote cuja tolerância e amizade faz com que nos sintamos aceites na diferença, mostrando que na vida espiritual não há uma linha recta. Homenageamos um humanista, um pensador atento, disponível. Um ser humano excepcional, sempre ao serviço do próximo e sem prejuízo dos seus ideais religiosos tem sido um homem de acção, mostrando coerência e justiça e simultaneamente discrição e prudência”.   
Já o presidente da câmara municipal da Covilhã, destacou as qualidades humanas que Fernando Brito tem evidenciado ao longo da sua vida. Para Vítor Pereira trata-se de uma personalidade que não deixa ninguém indiferente “nós sabemos das pessoas necessitadas, dos humildes, dos desfavorecidos, pobres e carenciados que ele sempre ajudou ao longo da sua permanência na Covilhã. E fê-lo sempre com enorme discrição. Ele é um homem desprendido, sem bens materiais e a sua grande riqueza é ele próprio. Ele tem uma auréola, um carisma espiritual extraordinário, e uma bondade que consegue transmitir a todos nós de uma forma tão intensa que qualquer pessoa que se aproxima dele não deixa ninguém indiferente”.     
Embora reconhecendo que Fernando Brito é avesso a este tipo de homenagens, o bispo da diocese da Guarda considera que esta cerimónia deve ser encarada como um apontar de caminhos para o futuro do semanário. D. Manuel Felício destaca ainda, para além de muitas funções que desempenhou, a ligação do sacerdote às escolas do concelho, e que permitiu a muitos jovens terem no exemplo do sacerdote um exemplo para a sua vida ”tanto as suas competências como o mérito com que sempre as exerceu, levou a que fosse convidado para dar aulas de jornalismo numa da escolas desta cidade. Houve assim gerações de jovens que levaram para a sua vida a referência do nosso amigo Padre Fernando. Pedimos-lhe que aceite a expressão de quando lhe estamos gratos pelos valiosíssimos serviços prestados e desejamos sobretudo que esta homenagem seja um apontar de caminhos para quantos procuram construir a sua vida pessoal, enclave de verdadeiro serviço à comunidade”.  
Nesta passagem de testemunho ao nível da direcção do jornal, a diocese da Guarda vai também passar a assegurar a sua administração que, nos últimos anos, esteve sob a alçada da santa casa da misericórdia da Covilhã. 

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