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Terça, 19 Mar 2019
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O MELHOR E O PIOR DE 2018
Rádio Cova da Beira
O arranque das obras de requalificação da linha da Beira Baixa e a resiliência da Universidade da Beira Interior mereceram o destaque, pela positiva, do painel de convidados da RCB que analisou o ano 2018 na região. Entre o melhor, e o pior, está também a criação da secretaria de estado de valorização do interior.
Por Paula Brito em 10 de Jan de 2019

José Gameiro, presidente da Associação Empresarial da Beira Baixa, escolheu a chegada a Castelo Branco da secretaria de estado de valorização do interior, como melhor acontecimento do ano 2018 na região. “Cá estaremos daqui a um ano para a julgar mas para já penso que é um bom sinal, de que ainda vale a pena olhar para este território, que há um empenho político”.

Já para o escritor João Morgado, o pior foi mesmo a criação da secretaria de estado para a valorização do interior em Castelo Branco. “É um placebo (…) eu tenho para mim que isto é uma manipulação do eleitorado em véspera de eleições. Podemos dar o benefício da dúvida a João Paulo Catarino, acho que é voluntarioso, acho que tem vontade de fazer, acho que não tem poderes para fazer.”

Pela positiva, João Morgado destaca a resiliência da Universidade da Beira Interior. “Luta com um défice financeiro de um milhão e 230 mil euros, tem os seus problemas próprios por se situar no interior que tem cada vez menos alunos, numa região onde por vezes nem é apoiada pelas entidades regionais, é a universidade do país que paga a água mais cara (….) apesar de tudo tem sido uma entidade que se tem superado a cada ano que passa.”

Exemplo disso foram as distinções que alcançou no exterior em várias áreas, a colocação de 90% das suas vagas logo na primeira fase e o aumento de número de estudantes. Para João Morgado, a resiliência da UBI personifica a resiliência de todos os que teimam em apostar e ficar no interior.

O retomar do investimento na linha férrea foi a escolha do autarca de Boidobra, Marco Gabriel. “Ainda que já não mereçam grande festa, porque tiveram muito tempo paradas, com a linha fechada entre Covilhã e Guarda, pode ser um grande factor de desenvolvimento para a região, de aproximação, de incremento da actividade económica, deslocação de pessoas, pode efectivamente vir a dar os seus frutos.”

A não abolição das portagens nas ex-scuts foi o pior do ano para a região, no entender do autarca, e nem os descontos que entraram em vigor no início do ano amenizam o problema. “O que agora houve é uma redução para os veículos de mercadorias que, acompanhado do aumento de preço por causa da inflação… mas o cidadão comum para ir trabalhar continua a ter um custo acrescido de deslocação que é impensável.”

Este foi também o tema escolhido pelo presidente da Associação Empresarial da Beira Baixa, José Gameiro. “É positiva a luta que temos tido pelas portagens, mas o negativo é que parece que ninguém nos ouve.”

A escolha do pior e do melhor do ano para a região do painel de convidados da RCB no último flagrante directo.


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