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Sábado, 23 Mar 2019
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SOCIEDADE
QUEIJO DA REGIÃO CENTRO COM PROGRAMA DE VALORIZAÇÃO
Rádio Cova da Beira
São dois milhões e 700 mil euros de investimento para levar por diante um conjunto de acções de valorização da fileira do queijo na região centro do país. O projecto é liderado pela “Inovcluster” e tem a parceria do centro tecnológico agroalimentar de Castelo Branco, várias associações de produtores, quatro comunidades intermunicipais, as escolas agrárias dos politécnicos de Castelo Branco e Viseu e ainda o centro de biotecnologia de plantas da Beira Interior.
Por Nuno Miguel em 10 de Jan de 2019

Na apresentação do projecto, que decorreu ontem à tarde em Castelo Branco, o presidente da autarquia albicastrense, Luís Correia, apresentou as linhas gerais de investimento em que o projecto vai assentar  “a «InovCluster» vai executar cerca de um milhão de euros e o centro tecnológico agro alimentar 300 mil euros. Isto acontece, em primeiro lugar, pelo envolvimento, liderança e vontade política da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e acontece também pelo envolvimento dos produtores e câmaras municipais abrangidas por esta realidade, sobretudo o Fundão, que teve um papel preponderante e importante nesta concretização”.


O programa, que começou a ser dinamizado no início deste ano, está assente em duas vertentes. A primeira, com um investimento de dois milhões e 300 mil euros, diz respeito ao programa de valorização da fileira do queijo da região centro, financiado em 85% pelo Centro “20 20”. Os restantes 428 mil euros vão ser investidos na criação de uma rota turística e gastronómica, financiados em 65% pelo programa “Valorizar”. Cláudia Domingues, presidente da “Inovcluster”, destaca que este é um sector com muita expressão na região centro e que merece uma acção concertada tendo em vista a criação da marca «Queijo da Região Centro»: “nós temos um produto de excelência em termos de qualidade. O problema que temos é ao nível da quantidade, não só porque temos falta de recursos humanos dedicados a esta área e começamos logo a montante no que diz respeito aos pastores e isso também vai justificar a dinamização de uma escola de pastores. Outro dos factores críticos está relacionado com a competitividade ao nível das tecnologias de produção, onde há ainda muito para inovar mas conservando todos os atributos tradicionais ligados ao queijo”.

O programa inclui ainda a dinamização de uma escola de queijeiros e as comunidades intermunicipais envolvidas vão ter a seu cargo a gestão de banco de terras que vai ser criado e posteriormente disponibilizado aos empreendedores. Mas também na área da comercialização e do marketing há ainda algum trabalho a fazer “temos uma grande oportunidade quando falamos em comercialização e na melhoria da capacidade do produto em termos de comunicação, imagem e marketing. E neste aspecto temos todo um trabalho para fazer, no âmbito deste projecto, não só a nível nacional mas também no mercado internacional”.


Do levantamento já efectuado no âmbito deste projecto foram sinalizadas 40 queijarias e 210 produtores de leite para o queijo da Serra da Estrela, quatro queijarias e 20 produtores do Rabaçal e cinco queijarias e 118 produtores da Beira Baixa. Ao nível da produção, em 2017 foram produzidos 200 mil quilos de queijo de denominação de origem protegida da Serra da Estrela e 220 mil quilos na DOP da Beira Baixa. 

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