RCB/TuneIn
Sábado, 23 Mar 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“GALINHA DOS OVOS DE OURO FOI ENTREGUE À SOMAGUE”
Rádio Cova da Beira
O presidente da câmara da Covilhã acusa o anterior executivo do PSD de ter efectuado um negócio ruinoso para o concelho com a concessão do sistema de tratamento de águas residuais à empresa “Águas da Serra”.
Por Nuno Miguel em 09 de Jan de 2019
Na última reunião da assembleia municipal, Vítor Pereira afirmou que o município podia ter assumido a responsabilidade de executar os investimentos que foram concessionados à empresa, sublinhando que foi pedido uma antecipação de dois milhões de euros de receitas, mediante uma previsão de lucro que rondava os 10 milhões, mas esse valor nunca entrou nos cofres da autarquia “se nós, em vez de termos entregue a galinha dos ovos de ouro à «Somague» para construir ETAR´S, quando o que a empresa fez foi ir à união europeia procurar verbas para as construir. Podia tê-lo feito a câmara da Covilhã. E depois até antecipámos, como era prática corrente na altura, os lucros mas não foram todos. A estimativa era de dez milhões de e meio de euros e nós antecipámos dois milhões de euros que depois nem sequer entraram na câmara. Mas isso é outra história. Isso está entregue às autoridades, é um assunto bem mais complexo e está a ser tratado em sede própria”. 
Vítor Pereira acrescenta que essa opção tomada faz com que os covilhanenses estejam hoje a pagar uma factura mais elevada do que os municípios que aderiram ao então sistema das «Águas do Zêzere e Côa»: “os municípios à nossa volta pagam 55 cêntimos por metro cúbico de tratamento de efluentes. Na Covilhã pagamos um euro e 25 cêntimos. A culpa não é deste executivo. A culpa é de quem fez um negócio absolutamente ruinoso para a Covilhã. E a explicação do meu antecessor é que os covilhanenses estão a pagar muito caro o tratamento de efluentes mas daqui por 30 anos ficam com as condutas. Nessa altura já estão todas destruídas e temos de as construir de novo. Vejam bem o raciocínio brilhante de quem fez este negócio”. 
Questionado pela RCB sobre essa antecipação de receitas que, alegadamente, não deu entrada nos cofres da câmara da Covilhã durante o período em que presidiu ao município, Carlos Pinto é peremptório “essa verba deve andar ai na atmosfera. Só de facto um indivíduo que julga viver em impunidade é que pode dizer uma coisa dessas. Já foi ao ministério público apresentar queixa? Já informou a assembleia disso? É um caluniador, um difamador. A câmara da Covilhã não sabe a peça que elegeu para a câmara, mas isso não é culpa minha. Na câmara, quando está frente a mim, remete-se ao silêncio cobardemente, não debate, e depois vai à assembleia municipal onde eu não participo tentar lançar lama”.   
O actual vereador do movimento “De Novo Covilhã” refere que o concelho não tem hoje uma gota de poluição a ser vertida para o rio Zêzere e refere que a empresa “Águas da Serra” realizou o investimento no sistema de recolha e tratamento de águas residuais sem recorrer a um euro de financiamento comunitário “as estruturas foram feitas por empréstimo bancário e, como se tratava do facto de nós não termos acesso a fundos comunitários para esse efeito, os milhões de euros que custou a ETAR da Boidobra foram objecto de uma operação bancária feita pela empresa porque a câmara municipal não o podia fazer. E essas infraestruturas foram totalmente custeadas por recursos de financiamento sem um único euro de fundos comunitários. É um mentiroso que não domina os assuntos e que presta falsas informações perante um órgão que lhe deveria merecer respeito como é a assembleia municipal”.

  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados