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Sexta, 22 Mar 2019
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SOCIEDADE
“JÁ MANIFESTEI A MINHA DISCORDÂNCIA AO MUNICÍPIO”
Rádio Cova da Beira
O provedor da santa casa da misericórdia da Covilhã não esconde a sua insatisfação em relação ao projecto de ampliação do quiosque-bar “O Verdinho” que está situado no coração do centro cívico daquela cidade.
Por Nuno Miguel em 04 de Jan de 2019
Em declarações à RCB, Neto Freire sublinha que a intervenção de ampliação cria uma barreira arquitectónica à fachada da igreja da misericórdia, património da instituição, e não respeita integralmente as distâncias em relação ao facto de ser um monumento classificado. Uma insatisfação que o provedor da misericórdia covilhanense já manifestou junto da câmara municipal “eu já mostrei o meu desagrado em relação a essa remodelação sem querer prejudicar qualquer investimento que seja feito na Covilhã, porque eles são sempre bem vindos até porque são escassos, mas que sejam realizados de uma forma agradável e confortável para todas as partes. Já confrontei a câmara municipal que me mostrou o projecto, onde verifiquei qual era a ampliação e o afastamento em relação à igreja, e já enviámos à autarquia uma carta registada onde a mesa administrativa manifesta a sua discordância. Tenho pena de não ter tomado antes esta posição mas durante o mês de Dezembro estive ausente duas vezes da Covilhã e só quando cheguei, na passada quarta-feira, é que me foi dado conhecimento do que se estava a passar”.    
Para além de já ter reunido com responsáveis da autarquia, Neto Freire refere que também já apresentou uma exposição à direcção regional de cultura do centro, que também aprovou o projecto, tendo recebido a garantia de que no início da próxima semana um técnico daquela organização vai visitar o local para avaliar se todos os procedimentos de protecção do património estão a ser cumpridos “foi-me dito pelo arquitecto que aprovou o projecto que não veio ao local mas que tem um parecer positivo mas não conseguiu perceber muito bem a envolvente desse parecer. E por isso garantiu-me que segunda ou terça-feira vai estar na Covilhã para verificar esta situação e por isso aguardamos que a direcção regional de cultura do centro assim como a câmara municipal e o próprio investidor consigam encontrar uma solução que seja simpática para todos”. 
De acordo com o provedor da santa casa da misericórdia da Covilhã estas diligências efectuadas pela instituição não tem como objectivo travar a concretização do investimento, mas sim encontrar a melhor solução para todas as partes. 

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