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Sábado, 23 Mar 2019
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POLÍTICA
“PEÇAM A ADESÃO”
Rádio Cova da Beira
Carlos Pinto desafia a câmara da Covilhã a integrar o actual sistema municipal das “Águas do Tejo”, que integra várias das autarquias que anteriormente faziam parte da empresa Águas do Zêzere e Côa”. A questão foi colocada em cima da mesa na última reunião pública do interior depois de uma intervenção do vereador do CDS/PP.
Por Nuno Miguel em 03 de Jan de 2019
José Luís Adriano refere que é necessário intensificar na Covilhã a instalação de equipamentos selectivos para a recolha de resíduos sólidos urbanos, tendo o vereador com o pelouro da administração geral referido que o município regista algum atraso nessa matéria dado que se encontram a operar no concelho duas empresas, as “Águas da Covilhã” e a “Resistrela”, fruto da opção do anterior executivo em não integrar as “Águas do Zêzere e Côa”.
Facto que levou Carlos Pinto a pedir a palavra para lançar um desafio à maioria socialista “eu acho que o vereador José Miguel Oliveira ainda julga que está na oposição e ainda não se convenceu que é vereador a tempo inteiro. Porque é que ainda não pediram à adesão às antigas «Águas do Zêzere e Côa»? Se o senhor vê tantas vantagens e que tudo era perfeito se tivessem integrado o sistema, porque não pedem a adesão? Eles estão desejosos e o senhor também está desejoso, a menos que não tenha maioria na câmara. Veja lá se convence a câmara para aderir. Há cinco anos que o senhor pode aderir e vem aqui sempre a lamentar não ter havido adesão nas outras câmaras. Adira agora”.     
José Miguel Oliveira sublinha que essa questão só poderia ser colocada em cima da mesa caso não existisse nas «Águas da Covilhã» um parceiro privado “se nós não tivéssemos um contrato leonino quer com as «Águas da Serra» a nível da concessão de saneamento quer um parceiro privado nas «Águas da Covilhã», eventualmente essa questão podia ser colocada de forma clara e inequívoca em cima da mesa. O senhor sabe tão bem como eu, porque esteve presente nas negociações e assinou os contratos, que para podermos fazer qualquer outro tipo de acordo temos de resolver a situação com o nosso parceiro privado e esse entrou na sua altura”.    
Mas de acordo com o vereador do movimento “De Novo Covilhã”, a existência desse parceiro privado não será um entrave à apresentação dessa proposta “para salvaguardar a possibilidade de o senhor vereador hoje ter pessoas da câmara na administração das «Águas da Covilhã» esse foi o custo. Porque senão hoje estava gente de Lisboa ou do Porto a gerir a ADC. E se o senhor acha bem não ter gente de fora a dirigir as «Águas da Covilhã» e tudo o que diz respeito ao saneamento básico, adira. Vá lá a Lisboa e proponha que eles mesmo com as condições de terem 49 por cento de um privado aderem. Agora não venha ter um discurso de defesa do anterior sistema multimunicipal e depois tendo o poder não proponha a adesão a ele”.      
Na resposta, o vereador com o pelouro da administração geral sublinha que, para além desse parceiro privado, existe um outro entrave relacionado com a questão do saneamento e que, fruto das opções tomadas por anteriores executivos, está hoje a penalizar os covilhanenses “nos outros municípios, como a Guarda, o Fundão, Belmonte ou Penamacor, estão a pagar 56 cêntimos por metro cúbico de águas residuais. E as «Águas da Covilhã» pagam às «Águas da Serra» um euro e 21 cêntimos e no início de 2019 vão pagar um euro e 25. A sua opção custa neste momento aos bolsos dos covilhanenses mais 70 cêntimos do que custaria eventualmente a opção que eu alertei na altura em que era deputado municipal”.    
Uma ideia que Carlos Pinto rejeita “é que aquilo que estão a pagar os covilhanenses é património que vai ficar para a Covilhã. No final da concessão as estruturas revertem para o município. Para além disso aquilo que ia pagar ao sistema eram caudais que incluem a água da chuva e que o senhor agora não paga. O preço unitário pode ser menor mas sabe porque é que os municípios aqui à volta não pagam ao sistema? Não pagam porque os quantitativos dos caudais levaram para valores que proporcionalmente são muito superiores àquilo que a Covilhã paga”.  
Mas José Miguel Oliveira tem uma visão diferente do problema “mesmo que eventualmente nós pagássemos a água das chuvas que entram nas nossas estações de tratamento, nós pagaríamos por ano às «Águas da Serra» dois milhões e 800 mil euros. E eu neste momento passo-lhes cheques por ano de três milhões e 700 mil. Património que daqui por 30 anos, no final do período de concessão, nós vamos ter que reabilitar porque já não está em condições”. 

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