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Sábado, 17 Ago 2019
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SOCIEDADE
“ESTRANHAMOS A POSIÇÃO DESTE ELEITO”
Rádio Cova da Beira
O presidente da direcção dos bombeiros voluntários da Covilhã lamenta que o vereador do movimento independente “De Novo Covilh㔠não tenha votado favoravelmente a proposta de cedência de utilização das duas viaturas limpa-neves aos soldados da paz.
Por Nuno Miguel em 30 de Dec de 2018
Joaquim Matias deslocou-se à última reunião pública do executivo acompanhado do comandante da corporação, Fernando Lucas, e onde apresentou os dados referentes à utilização dos dois equipamentos no ano que está a terminar “em 2018 a viatura ligeira fez 146 intervenções e percorreu cerca de 17 mil quilómetros. A viatura pesada fez 29 intervenções, percorreu mais de dois mil quilómetros num total de utilização superior a 200 horas. Os cinco mil euros que têm sido propostos para apoiar os bombeiros não cobrem os custos com o combustível e com os operadores das viaturas. Estranhamos que um eleito, que até tem a obrigação de conhecer o funcionamento da nossa associação humanitária, não ter contribuído para viabilizar com o seu voto um protocolo de cinco mil euros que são pagos com a apresentação dos documentos comprovativos e que são sempre superiores ao montante protocolado”.    
Uma intervenção que levou Carlos Pinto a pedir a palavra. O vereador do movimento “De Novo Covilhã” mostrou-se perplexo com esta intervenção uma vez que os dados apresentados por Joaquim Matias deveriam ser vertidos num relatório e entregue aos vereadores tal como foi solicitado “eu creio que a pessoa que falou no período de intervenção do público é comandante operacional de protecção civil. Deve ter confundido a assembleia geral dos bombeiros com a sessão de câmara. E veio aqui invectivar um pedido de esclarecimento sobre como é que tinham sido usados equipamentos que estão ao serviço da associação. Eu esperava que o senhor presidente dissesse que é a câmara que tem de pedir explicações ao comandante operacional e não o contrário. A pergunta que aqui foi feita era muito simples, era saber se havia relatório de utilização de equipamentos que estão ao serviço dos bombeiros e era essa resposta por escrito que eu esperava ter na minha secretária e não a interpelação sobre o que aqui é dito”.    
Mas também o vereador com o pelouro da protecção civil na autarquia se pronunciou sobre o tema. Jorge Gomes garante que politicamente assume a responsabilidade do trabalho que está a ser realizado pelo coordenador municipal da protecção civil e acusa Carlos Pinto de ter discriminado a corporação enquanto foi presidente da autarquia “em primeiro lugar importa esclarecer o senhor vereador que existe um coordenador municipal de protecção civil e não um comandante. Em segundo lugar não quero deixar de referir que o professor Joaquim Matias exerce esta função de forma gratuita mas isso não acontecia nos mandatos em que o senhor vereador foi presidente do município, remunerando o comandante operacional de então. Eu chego à conclusão que o voto contra o protocolo dos bombeiros na reunião de Novembro foi motivados por razões pessoais em que o senhor vereador costuma ser exímio. Aliás importa referir que quando o professor Joaquim Matias não quis apoiar nas eleições autárquicas de 2013 o candidato Pedro Farromba, o subsídio dos bombeiros passou de seis mil para 2500 euros mensais”.    
Recorde-se que na reunião pública da autarquia covilhanense que decorreu no passado mês de Novembro foi aprovada a proposta de atribuição de um apoio financeiro anual aos bombeiros voluntários, no valor de cinco mil euros, destinado a comparticipação as despesas de manutenção das duas viaturas limpa neves. Uma proposta que não mereceu o voto favorável de Carlos Pinto. Uma posição que o presidente da direcção da corporação vem agora lamentar.

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