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Quarta, 19 Jun 2019
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POLÍTICA
MOÇÃO REPROVADA
Rádio Cova da Beira
A assembleia municipal da Covilhã rejeitou por maioria uma moção apresentada pela bancada do PSD no sentido de aumentar de 50 para 70 quilómetros por hora o limite de circulação rodoviária na zona sul do eixo TCT.
Por Nuno Miguel em 28 de Dec de 2018
A questão esteve em cima da mesa na última reunião do órgão e onde o líder da bancada social democrata, João de Deus, lamentou que o assunto não tenha sido incluído na ordem de trabalhos, corporizando uma petição lançada pelo PSD nesse sentido “não aceitar a inclusão na ordem de trabalhos da petição subscrita por 651 cidadãos que pediam para alterar o limite de velocidade do eixo TCT de 50 quilómetros hora, aprovada em reunião do executivo e de forma mal fundamentada, para os 70 quilómetros por hora sugeridos pelo PSD é uma prova de imaturidade. A democracia participativa, prevista no regimento desta assembleia, não passa apenas de foguetório. Chegada a hora da verdade e perante uma proposta de petição devidamente fundamentada, os covilhanenses foram enganados e não adianta virem com desculpas formais para a não aceitação da mesma”.      
Na resposta, Pina Simão apelidou como louca a proposta apresentada pelo PSD, a quem acusa de estar a procurar fazer uma prova de vida. O deputado do Partido Socialista refere que “estramos a falar de velocidade no TCT num troço de dois quilómetros, entre a placa da vila do Tortosendo e os semáforos que estão colocados no cruzamento para o bairro Belo Zêzere. A 50 quilómetros por essa esses dois quilómetros são feitos em dois minutos e 40 segundos e a 70 quilómetros por hora são feitos em dois minutos e 15 segundos. Será que em nome destes 25 segundos vamos colocar em risco a vida das pessoas e a sua integridade física? É isto que o PSD pretende para as nossas gentes. Eu penso que também por aqui haverá algum engano nas mentes de quem defende esta louca proposta de aumentar a velocidade naquele troço”.   
Críticas rejeitadas pela bancada social democrata, com Hugo Lopes a lançar um desafio ao eleito socialista “eu desafio o senhor deputado a vir comigo no meu carro testar se realmente a diferença é de 25 segundos. O senhor acabou de classificar naquele palanque esta proposta de louca. Mas essa louca proposta esteve na ordem de trabalhos de uma reunião de câmara para a deliberação ser revogada e depois acabou por ser retirada. Se é uma louca proposta então também temos um executivo e dirigentes políticos no concelho de vários partidos, incluindo do seu, que também são loucos porque quiseram propor essa alteração em reunião do executivo”.  
Já o presidente da câmara municipal da Covilhã sublinha que as alterações introduzidas tiverem como base um incremento das condições de segurança naquela via. Por isso, ainda antes da votação, Vítor Pereira garantiu que não iria acatar qualquer decisão de alterar os limites de velocidade caso a proposta fosse aprovada “eu vislumbro nisto, com o devido respeito, mais um oportunismo político do que propriamente uma preocupação com a situação. E desde já digo uma coisa; eu sou intransigente nestas matérias porque estamos a falar de uma questão de segurança. Recomendem aquilo que recomendarem aquilo que decidimos de forma unânime em Maio vai manter-se. Se quiserem, a benefício político da vossa causa, podem invocar isto que vos estou a dizer”.   
Colocada à votação, a proposta do PSD acabou por ser chumbada com 18 votos contra, 10 abstenções e quatro votos a favor. Na declaração de voto o líder da bancada do CDS/PP, João Vasco Caldeira, sublinhou o facto de a assembleia ter votado uma moção cujo conteúdo não foi lido pelo presidente da mesa. 

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