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Quarta, 19 Jun 2019
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SOCIEDADE
“FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM”
Rádio Cova da Beira
O bispo da diocese da Guarda considera que cabe à comunidade actual dar continuidade aos ensinamentos de Jesus Cristo e em que os cidadãos devem fazer o bem sem olhar a quem. Na tradicional mensagem de Natal à comunidade, D. Manuel da Rocha Felício coloca o combate à pobreza como uma das principais batalhas que urge continuar a travar.
Por Nuno Miguel em 25 de Dec de 2018

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“Hoje é a nossa vez, enquanto discípulos deste grande mestre, de continuar a sua missão no momento actual, fazendo o bem sem olhar a quem. E nestas periferias onde a missão nos conduz, e que estão mais perto de nós do que muitas vezes imaginamos, aparecem-nos situações muito variadas. Umas vezes é a pobreza, mais ou menos extrema, onde faltam os bens essenciais a pedir-nos respostas adequadas isto apesar de os objectivos do milénio pretenderem reduzir para metade a pobreza no mundo até 2015. Infelizmente entre nós ainda há muito que fazer neste combate”.    
Para além da pobreza, o bispo da diocese da Guarda considera que também o combate à solidão e ao esquecimento deve estar bem patente em todos os cidadãos durante esta quadra natalícia “o abandono e o isolamento em que infelizmente se encontram muitas pessoas nos nossos meios porque filhos e outros familiares, mais ou menos próximos, tiveram de partir à procura de meios de vida que aqui não encontram. Esta é uma realidade crescente entre nós e tem levado as forças da ordem pública a reforçar o cuidado com a defesa de pessoas e bens. Mas sabemos que nada pode substituir a relação de proximidade, sobretudo a familiar”.   
Uma mensagem onde D. Manuel Felício não esqueceu ainda o trabalho de acompanhamento que está a ser feito junto dos 19 refugiados que se encontram a residir no seminário do Fundão “há ainda periferias de pessoas que estão à margem, sem que lhes falte pão para a boca ou outros meios materiais. Falta-lhe sim a necessária inserção na vida social e comunitária ou porque não tem trabalho ou porque vem de outros ambientes e culturas. A lição do presépio convida-nos a percorrer sempre caminhos que conduzam à plena inclusão social de todas as pessoas, mesmo daquelas que por circunstâncias várias deixaram a sua pátria e batem agora à nossa porta. Também temos casos destes muito perto de nós”.  
Para o bispo da diocese da Guarda, nesta quadra é importante reflectir sobre a verdadeira lição do presépio de Jesus e acabar com a cultura do individualismo que cada vez mais se faz sentir na sociedade actual. 

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