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Quarta, 16 Jan 2019
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SOCIEDADE
“O QUE SE PASSOU FOI INDECENTE”
Rádio Cova da Beira
O coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco garante que no arranque de 2019 vai ser intensificada a luta pela abolição da cobrança de portagens na A 23.
Por Nuno Miguel em 24 de Dec de 2018

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Já em Janeiro a plataforma que tem vindo a reivindicar o regresso ao anterior modelo, sem custos para o utilizador, pretende realizar em Castelo Branco uma acção pública logo que a secretaria de estado para a valorização do interior esteja instalada em Castelo Branco “no início do ano, em data ainda a confirmar, nós vamos ter que fazer uma luta forte e com visibilidade pública pela abolição das portagens. O que se passou na discussão do orçamento de estado para 2019 foi indecente. Nós contactámos o governo, os deputados e todos os partidos políticos para que fosse consagrada uma redução progressiva até à abolição definitiva. Todos disseram que sim senhor, que as portagens são um crime e teceram comentários piedosos que, agora sabemos, eram cínicos e hipócritas”.  

 

Luís Garra não poupa ainda nas críticas à postura seguida por vários partidos políticos, que inviabilizaram que essa matéria pudesse ficar já calendarizada na proposta de orçamento de estado para 2019 “o PCP apresentou uma proposta em sede de orçamento de estado, que até nem mereceu grande entusiasmo da nossa parte, porque o que nós defendemos é que a redução que vai ser implementada nos transportes já a partir de Janeiro fosse extensível a todos as viaturas, e essa proposta não o dizia. Mas dizia uma outra coisa importante que era que o governo no prazo de 30 dias após a entrada em vigor do orçamento de estado devia apresentar à assembleia da república uma proposta calendarizada de reduções até à abolição. E o que aconteceu é que o PS, o PSD e o CDS se juntaram e chumbaram esta proposta”.

 

O coordenador da união de sindicatos sublinha que a redução de 30 por cento do valor das portagens para os veículos de transportes de mercadorias é um avanço mas ainda assim insuficiente para fazer face aos constrangimentos que a região sente desde a sua implementação. Por isso os protestos vão regressar à rua já durante o próximo mês de Janeiro.

 


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