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Quarta, 11 Dez 2019
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POLÍTICA
AMC APROVA ORÇAMENTO PARA 2019
Rádio Cova da Beira
Com o voto contra de todas as bancadas da oposição e a abstenção dos presidentes de junta de freguesia de Verdelhos e Orjais, a assembleia municipal da Covilhã aprovou por maioria as grandes opções do plano para 2019. O valor do orçamento ronda os 42 milhões e 800 mil euros mas as opções apresentadas pelo executivo socialista não convenceram as restantes forças políticas.
Por Nuno Miguel em 23 de Dec de 2018
Vítor Reis Silva, da bancada da CDU, sublinha que este é um orçamento irrealista, que esquece as juntas de freguesia e que aumenta de forma considerável as transferências do municipío para a ICOVI “é um orçamento irrealista quando constatamos que a execução dos últimos três anos ronda uma média de 24 milhões de euros. Revela também aquilo que é um desvio de receitas da câmara para a Icovi e isso não ajuda à concretização do objectivo que o presidente da câmara sublinhou por várias vezes que é o equilíbrio financeiro da câmara municipal. E é um orçamento que concentra na cidade o investimento e abandona as freguesias e as populações rurais”.  
Da bancada do PSD, Hugo Lopes sublinha a ausência de projectos estruturantes para o futuro do concelho no plano plurianual de investimentos a par de um aumento significativo nas despesas com pessoal “neste orçamento o valor das despesas com pessoal é superior a sete milhões de euros, superior em um milhão e 400 mil euros face ao executado neste ano e a bancada do PSD não acredita que isso se deva exclusivamente aos 50 por cento de reposições salariais que ficaram em falta o ano passado ou ao aumento do salário mínimo nacional. Por sua vez o plano plurianual de investimentos, que devia especificar os investimentos prioritários do município, identifica rubricas que não se referem a qualquer investimento”.    
Já o líder da bancada do CDS/PP, João Vasco Caldeira, sublinha que o orçamento de 2019 fica marcado pela palavra corte “corta na transferência corrente para instituições sem fins lucrativos, cerca de 40 mil euros. Corta nas transferências de capital para as juntas de freguesia, menos 36 por cento, o que equivale a cerca de 270 mil euros. Corta no investimento para a habitação, cerca de um milhão e meio de euros, na educação há menos um milhão e 100 mil euros no investimento direccionado para as escolas e jardins de infância do nosso concelho. Mas nem tudo é mau. Prevê para o ano de 2019 arrecadar mais 700 mil euros em taxas e impostos indirectos” 
Por parte do movimento “De Novo Covilhã”, Luís Fiadeiro considera que estes documentos não apresentam nenhuma medida para a resolução dos problemas que preocupam o concelho não tão pouco perspectiva projectos para o futuro “este orçamento e grandes opções do plano são pouco audazes quer no sentido de diminuição de despesas quer ao nível de captação de receitas. Não estabelece, do nosso ponto de vista, as adequadas prioridades para o nosso concelho nomeadamente a habitação social, o estímulo de apoio social para as pessoas mais carenciadas e a criação de estímulos para a criação de postos de trabalho, fixação de pessoas no nosso concelho e também não incentiva outras áreas fundamentais como é o caso do comércio tradicional”. 
Vítor Pinho, da bancada do PS, saiu em defesa dos documentos apresentados pelo executivo, sublinhando o realismo e o esforço na contenção da despesa ao contrário do que sucedeu num passado recente “não nos cansaremos de afirmar que continuamos a pagar com esforço os erros cometidos no passado e que à falta de uma preocupação em equilibrar as contas da autarquia se recorria à banca ao desbarato e se criava divida ao ritmo criativo da irresponsabilidade. Devemos realçar o realismo do orçamento que nos é presente, longe dos tempos em que aqui eram trazidos orçamentos de mais de 100 milhões de euros, com perspectiva completamente irrealistas e com taxas de execução baixíssimas”.  
Já o presidente da câmara da Covilhã desvaloriza as críticas de falta de inovação e aponta como principais projectos para 2019 a requalificação do teatro municipal, a construção dos centros de inovação social e empresarial e ainda o arranque dos trabalhos de requalificação da escola secundária Frei Heitor Pinto. Vítor Pereira acrescenta que as linhas prioritárias destes documentos estão bem definidas “estamos a falar de cinco milhões de euros para a educação, dois milhões e 300 mil euros para a cultura e para o desporto, meio milhão de euros para acção social, dois milhões e 600 mil euros para a habitação e requalificação urbana. Estamos a falar de um milhão e meio de euros para a rede viária e ainda mais de seis milhões de euros para a modernização dos nossos serviços que é algo imprescindível para o nosso concelho”. 
De sublinhar que no momento da votação, o presidente da junta de freguesia de Orjais, António Pinto, envergou um colete amarelo de protesto.  

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