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Quarta, 19 Jun 2019
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SOCIEDADE
LINHA DA BEIRA BAIXA TEM DE SER MAIS RENTABILIZADA
Rádio Cova da Beira
A associação de Amigos da Linha da Beira Baixa vai exigir ao Secretário de Estado para a Valorização do Interior, João Paulo Catarino, que cumpra o objectivo definido pela unidade de missão para a valorização do interior no sentido de aproveitar as potencialidades da ferrovia na área do turismo.
Por Nuno Miguel em 22 de Dec de 2018

De acordo com António Pinto Pires há muito que pode ser feito nessa área e a rentabilização da linha deve ser encarada como uma prioridade pelo secretário de estado para a valorização do interior “nós entendemos que a nossa linha reúne condições extraordinárias para poder ter uma exploração turística em diversos moldes. Não tem de ser a vapor. Basta ver o que está a acontecer na linha do Douro em que se recorreu a comboios turísticos e que agora até estão a fazer exploração comercial e a nossa linha reúne condições ao nível dos comboios regionais para também poder ter esse figurino. A nossa linha continua em aberto no segmento da exploração turística e a unidade de missão para a valorização do interior tem esse objectivo definido, deve cumpri-lo e nós vamos fazer o que pudermos para que esse seja cumprido”. 

 

Mas para além do aproveitamento turístico, o porta-voz da associação seis de Setembro, sustenta que é também necessário retomar a aposta na circulação regional no troço entre a Guarda e Castelo Branco “a pouco e pouco fomos abandonado o serviço de prestação regional que existia e que, na nossa perspectiva, deve ser retomado com procedência da Guarda e até Castelo Branco. Toda esta zona deve ter uma frequência mais abundante e mais direccionada para as necessidades das populações porque eu estou em crer que se as pessoas tiverem um serviço regular e de qualidade, como já existiu, elas regressam inevitavelmente ao comboio”. 

 

António Pinto Pires sublinha ainda a importância histórica da linha da Beira Baixa na história dos caminhos de ferro em Portugal. Uma memória que, de acordo com a associação, importa preservar “nós até temos um ícone muito importante que é a rotunda das locomotivas de Castelo Branco e em que está assinalada a data de inauguração da linha. Aquele espaço já esteve para ser um espaço de memória, chegou a ter lá veículos históricos que depois, de forma inexplicável, foram levados para o Entroncamento. Vamos continuar a bater-nos pela criação de uma secção museológica, cujo projecto chegou a ser apresentado à câmara de Castelo Branco, mas nunca tivemos resultados práticos nesse sentido. Não desistimos dessa ideia e lamentamos que até agora ainda não tenha sido possível criar esse espaço”.    


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