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Quarta, 16 Jan 2019
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SOCIEDADE
LINHA DA BEIRA BAIXA TEM DE SER MAIS RENTABILIZADA
Rádio Cova da Beira
A associação de Amigos da Linha da Beira Baixa vai exigir ao Secretário de Estado para a Valorização do Interior, João Paulo Catarino, que cumpra o objectivo definido pela unidade de missão para a valorização do interior no sentido de aproveitar as potencialidades da ferrovia na área do turismo.
Por Nuno Miguel em 22 de Dec de 2018

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De acordo com António Pinto Pires há muito que pode ser feito nessa área e a rentabilização da linha deve ser encarada como uma prioridade pelo secretário de estado para a valorização do interior “nós entendemos que a nossa linha reúne condições extraordinárias para poder ter uma exploração turística em diversos moldes. Não tem de ser a vapor. Basta ver o que está a acontecer na linha do Douro em que se recorreu a comboios turísticos e que agora até estão a fazer exploração comercial e a nossa linha reúne condições ao nível dos comboios regionais para também poder ter esse figurino. A nossa linha continua em aberto no segmento da exploração turística e a unidade de missão para a valorização do interior tem esse objectivo definido, deve cumpri-lo e nós vamos fazer o que pudermos para que esse seja cumprido”. 

 

Mas para além do aproveitamento turístico, o porta-voz da associação seis de Setembro, sustenta que é também necessário retomar a aposta na circulação regional no troço entre a Guarda e Castelo Branco “a pouco e pouco fomos abandonado o serviço de prestação regional que existia e que, na nossa perspectiva, deve ser retomado com procedência da Guarda e até Castelo Branco. Toda esta zona deve ter uma frequência mais abundante e mais direccionada para as necessidades das populações porque eu estou em crer que se as pessoas tiverem um serviço regular e de qualidade, como já existiu, elas regressam inevitavelmente ao comboio”. 

 

António Pinto Pires sublinha ainda a importância histórica da linha da Beira Baixa na história dos caminhos de ferro em Portugal. Uma memória que, de acordo com a associação, importa preservar “nós até temos um ícone muito importante que é a rotunda das locomotivas de Castelo Branco e em que está assinalada a data de inauguração da linha. Aquele espaço já esteve para ser um espaço de memória, chegou a ter lá veículos históricos que depois, de forma inexplicável, foram levados para o Entroncamento. Vamos continuar a bater-nos pela criação de uma secção museológica, cujo projecto chegou a ser apresentado à câmara de Castelo Branco, mas nunca tivemos resultados práticos nesse sentido. Não desistimos dessa ideia e lamentamos que até agora ainda não tenha sido possível criar esse espaço”.    


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