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Sábado, 23 Mar 2019
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SOCIEDADE
EMPRESÁRIO DEFENDE ANULAÇÃO DO CONCURSO
Rádio Cova da Beira
José Manuel Correia pretende que a câmara da Covilhã anule o concurso lançado para a exploração do quiosque bar “Verdinho”, na praça do município, que foi adjudicado à empresa “Casa Quintela” e que vai funcionar com as vertentes de cafetaria, bar e loja de venda de produtos regionais.
Por Nuno Miguel em 22 de Dec de 2018
O empresário deslocou-se à última reunião pública do executivo e não escondeu a sua insatisfação pelo facto de os trabalhos que estão a ser realizados não fazerem parte do aviso de concurso “o aviso dizia que se trata de um estabelecimento de restauração e cafetaria. Para meu espanto foi esta semana que vi, nas redes sociais, que iria ser um supermercado de grande dimensão. E tanto eu como outras pessoas vendo que podia ser um supermercado podíamos estar interessados em concorrer. Por isso aquilo que eu peço é que seja anulado este concurso”.  
Na resposta o presidente da câmara da Covilhã refere que não há nenhum motivo legal que justifique a anulação do concurso. Vítor Pereira sublinha que “não se trata de nenhum supermercado, nenhuma grande superfície nem nenhum restaurante. É apenas um conceito novo e que está dentro dos parâmetros do concurso e daquilo que foi legalmente deliberado. Penso que pode ser uma lufada de ar fresco para o centro histórico da cidade e também lhe digo que gostava era de ter visto no passado tanto empenho e tanto protesto quando foram autorizadas a abertura de grandes superfícies comerciais. Nessa altura não vi ninguém a protestar”.  
Uma questão que também foi abordada pelo vereador do movimento independente “De Novo Covilhã”, que recebeu uma carta de um munícipe e que Carlos Pinto solicitou que ficasse anexa à acta. Na missiva são mostradas diversas preocupações como a volumetria da obra, o facto de não corresponder ao projecto inicial e também a proximidade a um monumento, como é o caso da igreja da misericórdia. Questões que importa apurar, afirma o eleito “se as obras estão a ser executadas em desconformidade com o projecto há que apurar. Se eventualmente algo colide com a legalidade destas matérias também há que apurar. Nesse sentido e uma vez que o munícipe que me enviou esta carta se identifica, eu vou deixá-la para ser integrada na acta da reunião e espero que o senhor vereador com o pelouro possa responder detalhadamente não só a mim mas também ao munícipe”. 
Uma missiva que também chegou ao conhecimento do vereador com o pelouro do urbanismo, que garante não haver motivos para preocupação uma vez que a intervenção está a cumprir todos os parâmetros legais “o empreendimento respeita total e integralmente todos os requisitos legais, todos os instrumentos de planeamento e ordenamento em vigor no nosso município, tem um parecer favorável da direcção regional de cultura do centro que era imprescindível porque sem ele ninguém podia fazer nada. E do documento que eu analisei, com todo o respeito pelo munícipe que o elaborou, cheguei a uma conclusão que pode ser demasiado simplista mas que é esta: cuidado porque eu já vendo ali ao lado queijos e presuntos e provavelmente vou ter prejuízo por esta exploração estar aqui a ser implantada”.   
José Armando Serra dos Reis sustenta que esta intervenção pode contribuir para uma maior revitalização do centro da cidade e acredita que a solução que foi encontrada vai ser do agrado da grande maioria dos covilhanenses.

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