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Quarta, 16 Jan 2019
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POLÍTICA
BELMONTE: ORÇAMENTO PARA 2019 APROVADO
Rádio Cova da Beira
Com o voto contra de quatro eleitos da coligação PSD/MPT e duas abstenções, a assembleia municipal de Belmonte aprovou por maioria os documentos referentes às grandes opções do plano para 2019. O valor do orçamento ronda os nove milhões e 800 mil euros mas as opções apresentadas pela maioria não convenceram as bancadas da oposição.
Por Nuno Miguel em 22 de Dec de 2018
José Alberto Gonçalves, da bancada da CDU, considera que o documento nada trás de novo que possa impulsionar o desenvolvimento do concelho e por isso acabou por se abster na votação “não há nada de verdadeiramente diferente no plano de actuação da câmara municipal. Estamos a iniciar o segundo ano de mandato e o que se constata é que transitam para 2019 muitas promessas de 2018 e que já vinham de 2017. A questão que se coloca é saber quando é que a sua realização se vai efectivar. A maioria apresenta uma proposta para 2019 inferior em 480 mil euros ao orçamento que foi aprovado para este ano com destaque para a quebra nas despesas de capital em 725 mil euros. Além disto permanece o berbicacho com as «Águas do Portugal», com um reflexo significativo nas receitas e despesas”.   
Já o líder da bancada da coligação entre o PSD e o MPT sublinha que os documentos apresentados assentam numa base de crescimento de receitas com o aumento de venda de bens e de transferências de capital que não vão ser concretizados. Para além disso existem várias rubricas nas grandes opções do plano que tem apenas um euro de dotação orçamental. Por isso José Carlos Gonçalves considera que este “é claramente um orçamento de ilusões e a prová-lo está logo o valor que é apresentada. Claramente estes nove milhões e 800 mil euros não são exequíveis porque a câmara não tem capacidade para o executar. Ele está empolado no mínimo em 30 por cento. Para conseguir chegar a este valor foi-se buscar receita à receita de bens, que em 2018 era de 600 mil euros e em 2019 é de um milhão e 700 mil euros, o que significa quase três vezes mais, e vai buscá-la às transferências de capital que crescem de dois milhões e 100 mil euros para dois milhões e 500 mil, algo que eu tenho muitas dúvidas que se venha a concretizar”.    
Críticas que o presidente da autarquia belmontense rejeita. António Dias Rocha sublinha que os documentos apresentam uma grande preocupação em ultrapassar o diferendo existente com a empresa “Águas do Vale do Tejo” a propósito do pagamento do fornecimento de água em alta. Já quanto à existência de rubricas com apenas um euro de dotação, o autarca é peremptório “é verdade que existem essas rubricas com apenas um euro, não temos a certeza se vamos conseguir concretizá-las todas mas tem de estar abertas porque, caso contrário, poderíamos perder qualquer hipótese de obter financiamento para elas. Mas se falamos nessas intervenções na introdução dos documentos, que é da minha responsabilidade, é porque estamos convictos de que as vamos concretizar. Também temos uma grande responsabilidade este ano que é de acertar contas com as águas e não sabemos quanto é que isso nos vai custar. Felizmente que temos relações excelentes com a CCDRC e por isso acreditamos que as candidaturas que vamos apresentar e as que já apresentámos poderão concretizar-se. É óbvio que há algumas que podem não ser apoiadas mas estamos confiantes de que o vão ser”.  

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