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Quarta, 11 Dez 2019
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CULTURA
FUNDÃO INTEGRA REDE NACIONAL DE ARTES RUPESTRE
Rádio Cova da Beira
O Fundão é um dos municípios fundadores da “Rede Nacional de Arte Pré-Histórica”, promovida pelo Museu do Côa, que tem por objectivo integrar e promover em conjunto diversos sítios possuidores destas ancestrais manifestações patrimoniais.
Por Paulo Pinheiro em 20 de Dec de 2018

Para Bruno Navarro, Presidente da Fundação Côa Parque, “esta rede vai optimizar recursos e integrar projectos de investigação científica, em paralelo com a defesa ambiental e afirmação identitária dos territórios. O Fundão é uma peça fundamental nesse mosaico de cooperação de complementaridades”.

 

Alcina Cerdeira, vereadora com o pelouro da cultura da Câmara Municipal do Fundão, apoiou a integração na rede, referindo que “a arte pré-histórica é parte integrante e ímpar da nossa rica carta patrimonial. As gravuras rupestres do Poço do Caldeirão, na Barroca, são únicas no seu enquadramento ambiental. É um sítio cheio de possibilidades ainda por explorar, da arqueologia ao turismo rural”.

 

Para a autarca, a existência de um centro de interpretação “que queremos reformular e atualizar obriga-nos a ser mais céleres associando-nos, por isso, ao Museu do Côa. Neste Museu deu-se o pontapé de saída para a constituição de uma rede, com a presença de autarcas e técnicos de vários municípios portugueses e tenho a certeza que esta nova abordagem de promoção da arte pré-histórica em Portugal vai ser um êxito”.

 

Confirmado está, também, o regresso às prospecções nas margens do rio Zêzere, segundo o diretor do Museu Arqueológico do Fundão, Pedro Salvado, que esteve ligado à primeira fase de estudo do conjunto de gravuras, descoberto em 2003 por Diamantino Gonçalves e Belarmino Lopes, “há que voltar a religar este fantástico lugar gráfico à história da paisagem e partilhar a salvaguarda deste património com a comunidade. A arte pré-histórica une, porque nos obriga a pensar tempos e quebrar todas as fronteiras políticas contemporâneas”.

 

 


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