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Terça, 17 Set 2019
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CIMD Cabecalho
DESPORTO
SERNACHE 0 ? FUND?O 2 PRAGMATISMO NA BASE DA VIT?RIA
No Fund?o, o dedo de Jo?o Laia j? se fez notar. N?o que a equipa seja demolidora, ou pratique um futebol do outro mundo, mas ? um conjunto com um sentido posicional bem diferente, para melhor, do que at? ent?o, o que j? valeu dois triunfos sobre dois advers?rios directos.
Por Jo√£o Perquilhas em 03 de Feb de 2008

Num relvado muito escorregadio, a equipa da Cova da Beira adaptou-se bem ao terreno e, mais importante ainda, à forma de jogar do seu adversário. Entrando melhor na partida, os fundanenses depressa deram mostras de que queriam os três pontos em disputa e logo aos quatro minutos o primeiro aviso foi dado. No entanto, Nuno Salcedas, já em desequilíbrio, não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe teleguiado de Óscar Menino e nove minutos depois seria Ricardo Fonseca a desperdiçar, rematando a rasar a trave, após mais um bom passe do estratega da equipa. Os visitantes tinham a lição bem estudada, sabiam perfeitamente o que fazer com o esférico, conseguindo fazê-lo circular a preceito de forma organizada e isso causava grandes problemas aos jogadores de António Joaquim, que não conseguiam fazer com que o seu futebol mais directo funcionasse. Aos 30 minutos, em mais uma iniciativa atacante, o Fundão chegaria ao golo. Ricardo Morais esgueirou-se pela esquerda e, já na área, foi derrubado por Belmiro, com Nuno Batista a converter o respectivo castigo máximo, dando assim vantagem aos forasteiros. De imediato o técnico da casa efectuou duas alterações no seu xadrez, mas só em cima do intervalo a sua equipa conseguiu levar algum perigo às redes adversárias, num lance em que Fredy, do meio da rua, fez a bola passar muito perto do poste esquerdo da baliza de Tiago.

A perder, o Sernache tinha que mudar. E foi o que aconteceu. Mais pressionantes, os locais viriam a dispor de algumas boas situações de golo, como se verificou cinco minutos após o reatamento, quando Dany obrigou Tiago a uma defesa a dois tempos muito complicada e, de seguida, seria M’Passo a perder tempo de remate, permitindo o desarme e, com isso, a possibilidade de causar maiores estragos na agora algo intranquila defesa visitante. Pelo meio, registo de um golo anulado ao Fundão, mas ai o benefício da dúvida vai inteirinho para o árbitro da partida, porque de facto nos pareceu que o jogador de João Laia estaria em posição irregular. Com uma pressão alta, o sinal mais pertencia, contudo, aos donos do terreno, que não deixando o seu adversário sair a jogar do seu meio campo, conseguia ser insistente junto à baliza contrária. Desta forma, aos 78 minutos, Hugo Louro esteve perto de devolver o empate à partida, mas desperdiçou incrivelmente, rematando por cima. Só que os homens da Cova da Beira, tacticamente irrepreensíveis, mataram o jogo três minutos depois, quando a um lance de bola parada Belmiro respondeu com uma defesa apertada, surgindo Bruno Valentim a recarregar, de cabeça, para o fundo das redes. A equipa do Pinhal reagiu e poderia perfeitamente ter chegado ao merecido tento de honra, mas Tiago não o permitiu, defendendo superiormente os remates de M´Passo e de Dany, este já em tempo de compensação.

Foi, em suma, uma vitória pragmática de uma equipa onde já se nota o dedo de João Laia, que sendo muito interventivo na correcção posicional dos seus atletas, acabou por ser determinante no desfecho final.

A arbitragem de Francisco Bizarro e seus pares foi de grande nível.


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