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S√°bado, 23 Mar 2019
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POL√ćTICA
DATA CENTER E UBI EXTRA AGENDA
Rádio Cova da Beira
A aus√™ncia de investimento da Altice no Data Center e a falta de uma voz na defesa da Universidade da Beira Interior foram os temas abordados por Carlos Pinto no final da √ļltima reuni√£o privada do executivo, onde n√£o se passou ¬ďnada¬Ē de importante, disse o vereador do movimento ¬ďDe novo Covilh√£¬Ē no habitual encontro com a comunica√ß√£o social √† sa√≠da da reuni√£o camar√°ria.
Por Paula Brito em 12 de Dec de 2018
Na semana em que foi inaugurado novo polo da Altice Labs em Viseu, Carlos Pinto voltou a questionar o executivo sobre o cumprimento do contrato celebrado com a PT, em 2011, que previa criação, em colaboração com o município, de um centro de inovação e tecnologias de informação nas imediações do Data Center.

“Quantas cidades desejariam ter aqueles terrenos infraestruturados, junto a um polo de desenvolvimento onde se podia captar investimento novo, de vária natureza, até desafiar a própria universidade em ali criar uma área mais próxima, conexa com o Data Center, e nada acontece.”

Carlos Pinto recorda que há benefícios fiscais que estão a ser dados e que podem ser cancelados se a Altice não cumprir, nomeadamente a isenção total do IMI, mas o vereador do movimento “De novo Covilhã” não culpa a empresa, “esta câmara, ao fim de cinco anos, não tem trabalho nem vocação para esse efeito”.

Já o presidente da câmara da Covilhã, Vítor Pereira, diz que o contrato celebrado entre o município e a então Portugal Telecom, é “generoso” com a Altice, “e com esse adjectivo digo tudo”. Quanto ao centro de inovação e tecnologias de informação, é hoje “mais do que uma possibilidade”. Sem concretizar ou calendarizar o investimento, Vítor Pereira socorre-se do adágio popular, “nem sempre quem mais depressa corre, chega primeiro à meta. Sem qualquer desdém, e registando positivamente tudo o que a Altice possa fazer noutras partes do país, e designadamente no interior, a verdade é que chegará a nossa altura, e quando chegar esperamos que aqueles que criticam depois também saúdem.”

Mas as críticas do vereador do movimento “De novo Covilhã” não ficaram por aqui. Carlos Pinto entende que a autarquia deveria ser mais activa na defesa da Universidade da Beira Interior (UBI) para ser coerente com o discurso de uma nova era no relacionamento entre o município e a universidade.

“Esta câmara enche a boca com novas eras, afinal esta é uma era que não existe, porque a UBI já devia ter, da parte da câmara, uma voz que interroga-se o governo, dentro da mesma política de apoio ao interior, porque a UBI está a fazer um esforço tremendo na captação de estudantes de todo o mundo e ao mesmo tempo, o reitor já anunciou que no orçamento de 2019 há um défice por retirada de recursos.”

Na resposta, Vítor Pereira diz que o vereador da oposição “ou está distraído ou de má-fé” uma vez que não perde uma oportunidade para alertar o governo para esta matéria.

“Não aceito, não compreendo, não concordo que a nossa universidade seja subfinanciada porque ela presta um serviço inestimável à região e ao país, (…) nós estamos sempre atentos e zelosos na defesa das nossas instituições sejam elas quais forem.”


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