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Quarta, 16 Jan 2019
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POLÍTICA
DATA CENTER E UBI EXTRA AGENDA
Rádio Cova da Beira
A ausência de investimento da Altice no Data Center e a falta de uma voz na defesa da Universidade da Beira Interior foram os temas abordados por Carlos Pinto no final da última reunião privada do executivo, onde não se passou “nada” de importante, disse o vereador do movimento “De novo Covilhã” no habitual encontro com a comunicação social à saída da reunião camarária.
Por Paula Brito em 12 de Dec de 2018
Na semana em que foi inaugurado novo polo da Altice Labs em Viseu, Carlos Pinto voltou a questionar o executivo sobre o cumprimento do contrato celebrado com a PT, em 2011, que previa criação, em colaboração com o município, de um centro de inovação e tecnologias de informação nas imediações do Data Center.

“Quantas cidades desejariam ter aqueles terrenos infraestruturados, junto a um polo de desenvolvimento onde se podia captar investimento novo, de vária natureza, até desafiar a própria universidade em ali criar uma área mais próxima, conexa com o Data Center, e nada acontece.”

Carlos Pinto recorda que há benefícios fiscais que estão a ser dados e que podem ser cancelados se a Altice não cumprir, nomeadamente a isenção total do IMI, mas o vereador do movimento “De novo Covilhã” não culpa a empresa, “esta câmara, ao fim de cinco anos, não tem trabalho nem vocação para esse efeito”.

Já o presidente da câmara da Covilhã, Vítor Pereira, diz que o contrato celebrado entre o município e a então Portugal Telecom, é “generoso” com a Altice, “e com esse adjectivo digo tudo”. Quanto ao centro de inovação e tecnologias de informação, é hoje “mais do que uma possibilidade”. Sem concretizar ou calendarizar o investimento, Vítor Pereira socorre-se do adágio popular, “nem sempre quem mais depressa corre, chega primeiro à meta. Sem qualquer desdém, e registando positivamente tudo o que a Altice possa fazer noutras partes do país, e designadamente no interior, a verdade é que chegará a nossa altura, e quando chegar esperamos que aqueles que criticam depois também saúdem.”

Mas as críticas do vereador do movimento “De novo Covilhã” não ficaram por aqui. Carlos Pinto entende que a autarquia deveria ser mais activa na defesa da Universidade da Beira Interior (UBI) para ser coerente com o discurso de uma nova era no relacionamento entre o município e a universidade.

“Esta câmara enche a boca com novas eras, afinal esta é uma era que não existe, porque a UBI já devia ter, da parte da câmara, uma voz que interroga-se o governo, dentro da mesma política de apoio ao interior, porque a UBI está a fazer um esforço tremendo na captação de estudantes de todo o mundo e ao mesmo tempo, o reitor já anunciou que no orçamento de 2019 há um défice por retirada de recursos.”

Na resposta, Vítor Pereira diz que o vereador da oposição “ou está distraído ou de má-fé” uma vez que não perde uma oportunidade para alertar o governo para esta matéria.

“Não aceito, não compreendo, não concordo que a nossa universidade seja subfinanciada porque ela presta um serviço inestimável à região e ao país, (…) nós estamos sempre atentos e zelosos na defesa das nossas instituições sejam elas quais forem.”


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