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Quarta, 16 Jan 2019
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POLÍTICA
“MAIORIAS ABSOLUTAS SÃO PERIGOSAS”
Rádio Cova da Beira
O coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco deixou um forte apelo aos reformados do distrito para que não contribuam para o seu voto para uma maioria parlamentar na Assembleia da República. Na sessão de encerramento do oitavo encontro da Inter- reformados, Luís Garra alertou para os perigos que podem advir de um governo que obtenha maioria absoluta na próxima legislatura.
Por Nuno Miguel em 12 de Dec de 2018

“As maiorias absolutas são perigosas, dão o poder absoluto a uma só força e que deixa de ter necessidade de discutir com os outros e a partir dai procura impor a sua exclusiva vontade. Os tempos que estamos actualmente a viver dizem-nos com muita clareza que assim é. Aquilo que conquistámos só foi possível porque não havia uma maioria absoluta. Se ela existisse não haja ilusões. A actualização extraordinária de pensões era igual a zero. É só ver o que diz o programa do governo sobre isso. Não está lá nada. Sem maiorias absolutas os partidos tem de se entender uns com os outros. Com uma maioria absoluta, quem ganha não precisa de se entender com ninguém”.

 

A nova direcção da Inter-reformados é composta por 18 elementos e o seu coordenador vai ser eleito na primeira reunião da direcção, que deve ter lugar ainda antes do final deste ano e Luís Garra sublinha que foi conseguido parcialmente o objectivo de rejuvenescer os quadros daquela estrutura “há hoje uma nova camada de reformados, composta por trabalhadores que recentemente ainda estavam no activo, que estão na casa dos 60 anos e que estão em belíssimas condições de dar o seu contributo a esta organização. É algo que não conseguimos plenamente mas foi conseguido parcialmente e bem. A direcção que acabou de ser eleita concilia a experiência com reformados que já pertencem à estrutura há vários anos com outros que entraram pela primeira vez, que trazem uma nova dinâmica e vão dar um novo alento a esta organização”.  

 

Ao nível do quadro reivindicativo para este novo mandato, o coordenador da união de sindicatos elege como uma das principais lutas o aumento do valor das reformas que, ao nível do distrito de Castelo Branco, apresenta uma das médias mais baixas de todo o país “332 euros. É disto que nós estamos a falar. Reformas miseráveis. E estes dados que estou a apresentar são de 2017 porque em 2018 alguma coisa evoluiu porque houve os aumentos extraordinários mas que ainda assim foram reduzidos. E se falarmos dos reformados por invalidez, esta média de reforma ainda baixa mais. Claro que há vários objectivos de luta. Mas um dos primeiros tem de ser pelo aumento do valor das pensões”.  

 

Luís Garra acrescenta que “a nossa luta não vai parar porque se alguém pensa que as coisas nos caem do céu aos trambolhões, desengane-se. Tudo aquilo que conseguirmos conquistar será através da nossa luta. Estar à espera que o poder, seja ele qual for, nos vai dar de mão beijada aquilo que nós exigimos é uma ilusão que se paga caro. E nós não estamos a lutar apenas por nós. Estamos a lutar pelos nossos filhos e pelos nossos netos. E desengane-se quem pense que há conquistas irreversíveis. As conquistas para se manterem têm de ser regadas diariamente com a luta de todos os dias”. 

 

Depois da eleição da nova direcção distrital da Inter-reformados, também a Inter-jovem do distrito de Castelo Branco vai definir as principais linhas de acção para 2019. O tema vai estar em cima da mesa durante um jantar debate que está agendado para o próximo dia 14 de Dezembro.

 

 


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