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Quarta, 26 Jun 2019
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POLÍTICA
“MANTENHO AQUILO QUE DISSE”
Rádio Cova da Beira
O secretário de estado para a valorização do interior garante que não retira uma vírgula às afirmações que proferiu recentemente sobre a abolição de portagens nas autoestradas do interior. Recorde-se que poucos dias depois de ter tomado posse do cargo, João Paulo Catarino afirmou que gostaria de ver abolida a cobrança de qualquer pagamento nas vias que servem as regiões mais desfavorecidas do país na próxima legislatura.
Por Nuno Miguel em 09 de Dec de 2018
Em visita à cidade da Guarda, no âmbito de uma acção promovida pela GNR, João Paulo Catarino reafirma essa ideia e sublinha que tais declarações não colidem com aquilo que pensam outros membros do governo sobre esta temática “quando fiz essas afirmações, eu salientei de que não era um objectivo para esta legislatura nem para este governo. Como não sei se farei parte do próximo nem sei quem fará, apenas me limitei a expressar uma opinião pessoal. Entendo que não coloquei minimamente em xeque a opinião do governo ou de nenhum governante. O que eu disse é que tenho esperança que um dia, quando a situação económica do país o permitir, que algumas das regiões do país que tem o PIB per capita mais baixo pudessem vir a beneficiar de uma isenção nas portagens. Foi isso que eu disse e mantenho-o”. 
Depois de ouvir o governante, a quem prometeu dar um forte abraço, caso conseguisse implementar essa medida, o presidente da câmara da Guarda, Álvaro Amaro, considera que tudo não passa de uma ilusão política “eu não sou socialista e concordo com esse pensamento mas o senhor secretário de estado é socialista e o governo que é do seu partido não aplica o seu pensamento, numa pasta que o senhor abraça e em que tem responsabilidades politicas. O que é isto? Eu não percebo isto. Na próxima campanha eleitoral podemos assistir ao discurso de responsáveis políticos do PS a dizer uma coisa e depois os responsáveis máximos desse partido dizem que defendem o mesmo mas não o fazem. Estamos na presença duma ilusão política. Isto é próprio de uma gerigonça, a gente diz o que pensa mas depois não o faz”. 

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