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Segunda, 17 Dez 2018
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SOCIEDADE
“TEMOS AINDA MUITO A FAZER”
Rádio Cova da Beira
A vereadora com o pelouro da acção social na câmara da Covilhã reconhece que há ainda muito trabalho a fazer naquela cidade no sentido de melhorar as acessibilidades para os cidadãos portadores de deficiência ou de mobilidade reduzida. A afirmação feita por Regina Gouveia no debate “deficiência não é só dependência”, que decorreu na UBI no âmbito das comemorações do dia internacional da pessoa com deficiência.
Por Nuno Miguel em 05 de Dec de 2018
De acordo com a autarca, o município já tem vindo a dar passos no sentido de garantir uma melhor acessibilidade dos cidadãos no que respeita ao acesso aos serviços público, mas esse é um trabalho que não pode ser executado de uma só vez “já foram feitas várias candidaturas com o intuito de dotar serviços públicos dessa acessibilidade mas todos sabemos que há muito por fazer, sobretudo numa cidade com as características da Covilhã. Mas o município ainda pode fazer mais, por exemplo ao nível de sensibilizar entidades privadas para também pensar nestas questões mas primeiro tem de ser o município a dar o exemplo. Os nossos serviços devem ser os primeiros a estarem acessíveis a todos. As novas intervenções em edifícios, quer no museu «Arte e Cultura» que vai começar em breve quer no teatro municipal já foram pensadas para serem estruturas acessíveis. É um caminho que temos de fazer mas sabemos que não pode ser feito tudo ao mesmo tempo”.   
Regina Gouveia acrescenta que a questão da mobilidade não diz apenas respeito aos cidadãos portadores de deficiência mas abrange também áreas como o envelhecimento ou a educação. Uma área onde o município já conseguiu dar alguns passos “posso dizer que tentei e consegui, por exemplo, colocar uma auxiliar a tempo inteiro para apoiar uma criança que precisa desse apoio durante todo o tempo. Sei que isso parece muito pouco mas, multiplicado por alguns, é muito para um município. É tudo o que podemos fazer? Nem pensar”.   
Para além de sublinhar a importância do cumprimento da lei que foi aprovada em 2016, no sentido de melhorar as acessibilidades, Maria Manuel Rola, deputada do Bloco de Esquerda na assembleia da república, sublinha que deve ser operada uma mudança de fundo na mentalidade dos cidadãos uma vez que todos, sem excepção, podem ser confrontados com um qualquer obstáculo que não conseguem ultrapassar “é preciso perceber que todos nós estamos incluídos nesta perspectiva e também todos nós podemos estar numa situação destas. Qualquer pessoa que tenha um acidente ou que envelheça, e nós temos uma longevidade cada vez maior, pode deparar-se com um obstáculo que não consegue ultrapassar. E por isso é necessário garantir condições de acesso para todas as pessoas com dificuldades de locomoção”. 
Falta de elevadores em edifícios públicos, traçados irregulares no pavimento, acessos muito condicionados por escadaria em rampas de acesso e dificuldade em aceder a meios de transporte público foram alguns dos problemas enumerados neste debate, que pretendeu apontar caminhos para que Portugal seja cada vez um país mais inclusivo. 

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