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Segunda, 17 Dez 2018
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POLÍTICA
AUTARCAS REÚNEM COM GNR
Rádio Cova da Beira
Os vereadores do PS na câmara do Fundão vão reunir amanhã com o comandante do destacamento territorial da GNR com o intuito de abordar uma eventual reorganização do funcionamento dos postos daquela força de segurança no concelho.
Por Nuno Miguel em 04 de Dec de 2018
O anúncio foi feito pela líder da bancada socialista depois de o presidente da autarquia ter anunciado que foi solicitada uma reunião com carácter de urgência ao mesmo responsável e para abordar o mesmo assunto “foi pedida uma reunião com carácter de urgência com o comando distrital da GNR porque estamos a ser confrontados com algumas alterações concretas nos postos da GNR relativamente ao seu modelo de funcionamento. Temos de perceber, em primeiro lugar, o que é que está a ser pensado e de que forma isso pode ir de encontro a um serviço de proximidade que é essencial para as nossas populações”.   
A intervenção de Paulo Fernandes levou Joana Bento a referir que a situação preocupa os vereadores socialistas que decidiram também efectuar essa diligência “de forma a esclarecer cabalmente estas questões, os vereadores do PS solicitaram uma reunião ao comando distrital e que está agendada para o próximo dia cinco de Dezembro. O senhor comandante ficou a saber que era nossa intenção ser acompanhados de alguns presidentes de junta, neste caso Barroca, Silvares, Janeiro de Cima e Bogas de Baixo que também irão estar, a meu convite, nessa reunião”.  
Na reunião agendada para amanhã, Joana Bento vai estar acompanhada de alguns presidentes de junta de freguesia e leva um conjunto de questões concretas para as quais vai procurar uma resposta “importa esclarecer porque é que o posto novo da GNR de Alpedrinha ainda não está em funcionamento e ao serviço dos militares. As obras foram feitas mas houve ausência de pareceres do MAI e agora é necessário limar arestas. Não estamos satisfeitos com o encerramento do posto da GNR da Soalheira, assumindo sempre que isto é uma névoa que paira por aqui porque não há certezas e ninguém nos disse o que vaio acontecer. Já em relação ao posto da GNR de Silvares nós temos vários indicadores que nos permitem perceber que um fecho ou uma redução de efectivos seria desastroso para aquela população”.     
Com alguma ironia à mistura, o presidente da câmara do Fundão afirma que ficou muito preocupado com o cenário traçado pela eleita socialista “se há alguém que tem indicações por parte do governo ou de outras formas que não nos tenha chegado institucionalmente e onde está previsto o fecho de postos e que vai fazer diligências, que inclusivamente partilhou aqui connosco essa questão. A senhora vereadora referiu até que era melhor que o posto da Soalheira não fechasse. Eu confesso que fiquei preocupado por um lado que o problema de Alpedrinha está relacionado com pareceres do MAI de há três anos a esta parte ainda não se conseguiu resolver e fique a saber que afinal estão mesmo para fechar postos de GNR o que é uma situação extremamente gravosa e que nunca nos tinha sido, até agora, transmitida por ninguém”.     
Mas também o vice presidente da autarquia fundanense se pronunciou sobre o assunto. Para Miguel Gavinhos a intervenção da vereadora do PS não é mais do que uma tentativa de criar alarme junto das populações “existe a possibilidade de os postos da GNR, que não vão fechar nem em Alpedrinha nem na Soalheira, de o reforço do patrulhamento ser feito através do destacamento de Penamacor e o de Silvares ficar acoplado a um reforço de patrulhamento do Fundão. Esta é a proposta que está em cima da mesa, mas nem sequer está concretizada em número. Por isso não adianta vir aqui insinuar e provocar alarme nas populações. Acho que não esteve bem na forma como introduziu o tema aqui nem tão pouco as diligências sem procurar articular com os órgãos autárquicos municipais qualquer iniciativa para dialogar com as forças de segurança”.       
Uma ideia rejeitada pelo outro vereador socialista no executivo. Sérgio Mendes refere que “a posição manifestada pelo executivo foi reactiva, porque reagiu ao nosso agendamento que foi anterior a esta reunião. E estas informações que nós queríamos ter ouvido, não as ouvimos naquela que foi a primeira intervenção do senhor presidente da câmara. Sá depois de a minha colega ter dito que estrava agendada uma reunião com o comando distrital é que foi dito como é que o processo está a decorrer. E em bom rigor também ninguém nos disse que ia haver uma reunião de urgência e se a reunião tem esse carácter acho que devíamos ter tido acesso a essa informação”.    

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