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Segunda, 17 Dez 2018
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DESPORTO
ATALAIA 1 ALCAINS 1 - QUE GRANDE JOGO
Foi um jogo intenso, uma partida jogada a ritmo elevadíssimo, entre dois conjuntos de muita qualidade.
Por José Joaquim Ribeiro em 03 de Feb de 2008

Este jogo, realizado em Atalaia do Campo, era, por assim dizer, o tira teimas para os dois conjuntos. A equipa de Atalaia tinha vencido em Alcains, primeiro para o campeonato, por 3-1 e depois para a Taça de Honra, por 1-0 e neste jogo saiu-se muitíssimo bem. Poderá dizer-se que a Atalaia confirmou que se dá muito bem com o jogo deste seu poderoso adversário.

Como já se disse o jogo foi jogado a um ritmo muito intenso, com os jogadores dois conjuntos apostados em fazer o melhor para cada uma das suas equipas. Nos primeiros 25 minutos jogou-se muito sobre o meio campo, sem que nenhuma das equipas tivesse criado oportunidades para poderem alvejar a baliza contrária. Neste período a partida teve lances de muito despique, com entradas algo violentas, algumas das quais, reprimidas com a admoestação de cartões amarelos, por parte do árbitro Bruno Nave, no entanto, na nossa opinião, ficaram outros por mostrar.

Foi a partir dos 27 minutos que as ocorrências juntos das duas balizas mais se fizeram sentir. Primeiro foi o Alcains a criar duas boas ocasiões. A primeira resulta de um falhanço de Spranger, que deixou que Patriarca se isolasse e ficasse na cara de Hugo. Valeu à Atalaia o facto do jogador do Alcains ter rematado por cima. No minuto seguinte foi a vez de Quinzinho tentar o chapéu a Hugo, quando este saiu ao seu encalce, mas a bola saiu, de novo por cima da barra. A estas duas boas ocasiões respondeu a Atalaia do Campo com três lances de muito perigo. Bruno Correia, sobre a linha final tentou de cabeça alvejar a baliza de Manuel Silva mas a bola, caprichosamente, bateu e percorreu toda a barra da baliza indo sair no lado contrário, depois foi Hugo Brito a rematar forte mas a levar a bola a passar a centímetros da barra da baliza a seguir Bruno Correia, à entrada da área, ganha posição a um adversário, remata cruzado mas a bola sai ligeiramente ao lado. Estes três lances ocorreram entre os 33 e 36 minutos.

Aos 37 aconteceu o primeiro golo da partida. Tabarra joga pelo lado direito, vai até à linha de fundo, entra na área, levanta a cabeça e oferece o golo a Vieira, que, colocado sobre a pequena área e em zona frontal, só teve que fazer o que se impunha: atirar para o fundo das redes. Ao golo do Alcains reagiu muito bem a equipa da casa, forçando ainda mais o andamento e criando situações de grande apuro para o último reduto dos lideres do campeonato. Foi num desses lances de grande insistência que aconteceu o derrube de Quinzinho a Sérgio Garcia, dentro da área de rigor. Bruno Nave, muito bem colocado, não teve duvidas e assinalou a irregularidade. Hugo Brito, o habitual marcador das grandes penalidades, chamado a bater a falta, não perdoou e fez o tento da igualdade. Faltavam dois minutos para o intervalo e até lá nada de significativo aconteceu.

Para a segunda parte havia a expectativa de saber se os dois conjuntos tinham condição física para manter o mesmo ritmo de jogo que haviam evidenciado na primeira parte. Sê é verdade que nos últimos 45 minutos o ritmo não foi tão intenso, não deixa de ser verdade que, ainda assim, jogou-se a uma velocidade muito acentuada.

Entrou melhor a equipa da casa, conseguindo três bons remates, aos 5',9' e 11 minutos, por Carvalheira ( 2) e Hugo Brito. Nas três situações os remates foram para fora. O Alcains respondeu com uma perdida incrível. Dois jogadores saem em posição legal a partir do meio campo, Vieira é quem conduz a bola, entra na área, dribla o guardião contrário e depois remata contra o ferro da baliza. Estavam decorridos 68' de jogo. A contra resposta foi dada por Edmilson, que tinha entrado no jogo momentos antes, rematando muito por cima da baliza de Manuel Silva.

Foi já muito próximo do final da partida que ocorreu o lance mais polémico do encontro. Horácio foi deixado solto sobre o meio campo da Atalaia, recebeu uma bola em profundidade, correu de encontro a Hugo e, na disputa de bola com o guardião contrário, pareceu-nos ter sido derrubado. Para nós lance a merecer ser sancionado com a marca de grande penalidade, contudo, não foi esse o juízo que Bruno Nave fez do lance. O árbitro do encontro seguia o jogador do Alcains por trás e entendeu que Horácio se fez à falta, sendo, por esse facto, admoestado com a cartolina amarela. Embora a nossa posição não fosse a melhor para ajuizarmos o lance, o mesmo pareceu-nos falta, no entanto, como já dissemos, o árbitro estava muitíssimo bem colocado. Até final da partida o registo vai para um lance que Vieira voltou a desperdiçar, rematando por cima, quando se encontrava em muito boa posição para alvejar a baliza de Hugo Pereira. O mesmo Vieira, já dentro dos minutos de compensações, devia ter sido expulso, por entrada, por trás, ás pernas de um adversário. O árbitro ficou-se pelo cartão amarelo.

O empate final poderá ser um excelente prémio para a forma como a equipa da Atalaia, que jogou os últimos 15 minutos da partida reduzida a 10 unidades, por expulsão de Sérgio Garcia, por acomulação de cartões amarelos, se bateu, contra esta poderosa equipa de Alcains.

Gostamos muito de Hugo Brito, que se revelou um grande maestro da equipa da Atalaia, muito bem secundado pelo Bruno Correia, que lutou galhardamente até final e gostamos de Tabarra e da segurança dois centrais do Alcains, Tito e do capitão Betinho.

Do árbitro já dissemos o que tínhamos a dizer.


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