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Domingo, 25 Ago 2019
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CULTURA
“AINDA BEM QUE ESTA DOCUMENTAÇÃO NÃO ESTAVA PERDIDA”
Rádio Cova da Beira
A antiga directora do museu de lanifícios da universidade da Beira Interior considera que a preservação do património e da memória é determinante para trazer ao público um reforço da sua identidade. A ideia foi deixada por Elisa Pinheiro numa conferência subordinada à contribuição dos arquivos para o reforço da cidadania e que decorreu no edifício do tribunal da Covilhã.
Por Nuno Miguel em 30 de Nov de 2018
A investigadora e antiga docente universitária sublinha que o conhecimento do passado é essencial para intervir no presente e delinear as melhores formas de trabalho para o futuro “sabemos como a memória que subjaz ao próprio património é importante para o equilíbrio do homem. E é exactamente nessa linha que quando se consegue trazer à presença do público um reforço da sua identidade através do conhecimento do passado, nós estamos a contribuir para que os cidadãos sejam cada vez mais homens livres e com direitos, mas sobretudo os cidadãos intervenientes. Quando não conhecemos o passado, dificilmente conseguimos intervir ao nível do presente e trabalhar para o futuro”.    
Elisa Pinheiro mostrou-se ainda surpreendida com o conteúdo do acervo de processos relacionados com a justiça no século XIX no sector dos lanifícios. Documentos que a investigadora procurou sem sucesso ao longo de vários anos e que julgou estarem perdidos “durante todas as investigações que desenvolvi ao nível do arquivo distrital pude constatar que faltavam ali coisas. Como é que, por exemplo, os Mendes Veiga não estavam ali. Estavam os notariais mas nos judiciais faltavam algumas coisas. Afinal, acabou por ficar depositado nos arquivos deste tribunal um conjunto de documentação que eu julgava que estava perdida. E ainda bem que não estava”. 
As exposições O Traço da Justiça”, “O Arquivo do Tribunal da Covilhã” e “A Justiça dos Lanifícios no século XIX” são as três exposições que vão estar patentes ao público até final deste ano no edifício do tribunal da Covilhã.

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