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Sexta, 14 Ago 2020
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SOCIEDADE
“ARTIGOS SÃO OFENDIDOS EM VÁRIAS PARTES DO MUNDO”
Rádio Cova da Beira
70 anos depois da publicação da declaração universal dos direitos do homem há ainda vários artigos do documento que continuam por cumprir. A ideia deixada na Covilhã por Fernando Santos Costa no âmbito do conjunto de três exposições que foi inaugurada no tribunal da Covilhã na passada sexta-feira.
Por Nuno Miguel em 29 de Nov de 2018

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O escritor e investigador na área da história sublinha que a publicação do documento pretendeu garantir os direitos, liberdades e garantias de todo o ser humano, mas esses princípios continuam a ser ofendidos em várias partes do mundo “todos os artigos desta declaração são ofendidos aqui e ali, em toda a parte do mundo. Ainda hoje em pleno século XXI. Um dos artigos diz que ninguém será mantido como escravo, a escravidão já foi abolida mas nós sabemos que ela ainda existe. Outro dos artigos refere que ninguém pode ser submetido a torturas e a tratamentos cruéis mas todos nós sabemos que essas práticas ainda são cometidas em várias partes do mundo”  
Numa conferência em que também abordou os 40 anos de adesão de Portugal à carta europeia dos direitos do homem, Fernando Santos Costa alertou ainda para o papel que os media desempenham junto das populações e que, em diversos casos, acabam por transformar os cidadãos em juízes “geralmente os media lançam os casos como se fossem o ministério público. E o leitor, a partir da leitura é juiz. E julga. E enquanto os tribunais tem processos volumosos, o povo geralmente nos seus fóruns já tem a sentença e às vezes até vai além da lei. Se é incendiário, queime-se. Isto é a justiça da turba, do chinfrim e admito que isso por vezes pode condicionar a própria magistratura”.     
Para Fernando Santos Costa é fundamental que continue a ser garantida a separação entre o poder político, o judicial e o económico embora reconheça que os cidadãos que dispõem de mais recursos financeiros têm mais facilidade no acesso aos centros de decisão. 

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