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Sábado, 14 Dez 2019
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POLÍTICA
ENCERRAMENTO “NUNCA ESTEVE EM CAUSA”
Rádio Cova da Beira
Posto da GNR do Teixoso vai deixar de ter horário de atendimento reduzido no final deste mês. A afirmação feita pelo presidente da união de freguesias de Teixoso e Sarzedo na reunião extraordinária da assembleia de freguesia, que decorreu ontem à noite.
Por Nuno Miguel em 29 de Nov de 2018
José Alberto Pais referiu que essa garantia lhe foi transmitida pelo comandante do destacamento da Covilhã daquela força de segurança durante uma reunião que as duas entidades mantiveram para abordar a transformação do posto num horário de atendimento reduzido “foi dada a garantia pelo senhor comandante do destacamento da GNR da Covilhã do não encerramento do posto do Teixoso e que essa questão nunca esteve em causa. Também nos foi dito que era um projecto experimental e sabemos que no início de Dezembro tudo voltará a funcionar como estava. Os guardas que estavam no Teixoso vão voltar para o posto e o horário volta a ser o que era”.  
Mas se nesta reunião foi garantido que o posto vai voltar a ter horário normal de funcionamento, existe ainda alguma apreensão quanto ao futuro uma vez que, terminado o projecto piloto desenvolvido durante este mês de Novembro, vai ser enviada uma proposta de reorganização ao comando geral da GNR. Por isso, o presidente da assembleia de freguesia, Pedro Pais refere que “é precisamente por não sabermos como será o futuro que nos queremos antecipar e nesta reunião quisemos firmar a nossa posição contra, em qualquer circunstância, uma redução de efectivos e de horário do posto do Teixoso. Por isso foi aprovada uma moção de protesto, uma petição de recolha de assinaturas para enviar às entidades máximas do nosso país e também uma manifestação popular se for caso disso. Estamos de alguma forma desconfiados destas intenções”.  
Apesar do consenso entre todas as bancadas relativamente aos próximos passos, o presidente da união de freguesias não poupou nas críticas ao facto de José Valério, antigo presidente da autarquia, ter convocado uma reunião com a população antes da realização desta assembleia de freguesia “não vimos para aqui fazer discursos populistas e demagógicos, como fez um membro da assembleia de freguesia, que não respeitando o órgão para que foi eleito democraticamente resolveu, por sua iniciativa, convocar uma reunião sobre o suposto encerramento do posto da GNR do Teixoso. Entendemos a atitude deste senhor que se quer afirmar como o salvador da pátria, maldizendo em tudo este executivo”.    
Na resposta, o actual líder da bancada do movimento “Teixoso em Mudança” sublinha que decidiu convocar essa reunião devido a pedidos efectuados pela população, uma vez que o executivo devia ter tido uma atitude mais proactiva “estive à espera até ao dia 20 que o senhor presidente da junta falasse com o senhor presidente da assembleia e chamar os eleitos todos para termos uma reunião, tal como aconteceu quando foi o problema da caixa geral de depósitos. O senhor não fez nada disso. Quem se mexeu, e eu tenho conhecimento disso, foi o presidente da assembleia de freguesia senão ainda hoje aqui não estávamos. É vergonhoso o senhor ser o representante do Teixoso e não querer saber do Teixoso. Eu promovi essa reunião porque muitas pessoas me pediram o fazer e fi-lo como cidadão. Eu pertenço à assembleia mas fiz essa reunião como cidadão e quando vocês começaram a ver que eu me estava a mexer é que começaram a actuar”. 
Já o eleito do CDS/PP, Paulo Silvino, lamentou o facto de a câmara da Covilhã ter tido conhecimento antecipado desta decisão e nada ter dito às populações e à junta de freguesia “se o senhor presidente da junta não teve conhecimento, isso é muito mau porque o assunto foi abordado no dia nove de Novembro na reunião privada da câmara e o senhor disse que só soube no dia 15 ‘pela comunicação social e depois de ter sido contactado por um cidadão. Eu não sei se isto ainda é um problema porque acabou de nos dizer que o posto não vai fechar e que no princípio de Dezembro já volta toda a gente para cá. Se há tem essa garantia, o senhor devia ter disto isso mais cedo à população”.   
Dídia Fonseca, responsável do movimento independente ”O Teixo” sublinha que é necessária a união de todos para evitar que o posto da GNR do Teixoso se transforme numa mera unidade de atendimento administrativo “com esta experiência piloto o posto do Teixoso passou a ser uma simples delegação de secretariado da GNR na nossa freguesia. O que está, na nossa opinião, verdadeiramente em causa é o final do policiamento de proximidade nas zonas de pouca de baixa densidade populacional. Temos de todos juntos fazer esforços para inverter essa situação”. 

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