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Sábado, 14 Dez 2019
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SOCIEDADE
“REALIDADE É BEM DIFERENTE DE OUTROS PAÍSES NO CONTEXTO EUROPEU”
Rádio Cova da Beira
O secretário de estado para a valorização do interior defende que as regiões de fronteira entre Portugal e Espanha devem ver reforçado o envelope financeiro no próximo quadro comunitário de apoio. À margem da cerimónia de inauguração da feira Ecoraia, que decorreu no passado fim de semana em Salamanca, João Paulo Catarino sublinhou que essa aposta é fundamental para criar um maior dinamismo económico no território transfronteiriço dos dois países.
Por Nuno Miguel em 29 de Nov de 2018
“Precisamos de alocar mais verbas e mais investimento para os concelhos da raia porque temos aqui uma especificidade concreta e diferente daquela que existe no contexto europeu. A nossa fronteira é, provavelmente, aquela onde as relações económicas são menos intensas e por isso é determinante conseguir que a União Europeia reconheça essa especifidade e no contexto europeu seja conseguido mais financiamento para esta realidade que é bem diferente da que existe noutros países” 
Dentro da estratégia para a dinamização deste território de fronteira, o governante apontou como exemplo o sector do turismo, mas com políticas que não façam da região um mero figurante “queremos um turismo que traga dinheiro aos territórios e às pessoas que aqui vivem. Não queremos apenas que as pessoas que aqui vivem sejam apenas meros figurantes do turismo de Lisboa ou de Madrid. O território tem de ganhar com esse turismo e para isso temos de trabalhar mais próximos uns dos outros, como temos feito neste caso entre a região de Salamanca e os municípios da zona da fronteira”.  
O reforço da aposta nos sectores agro-alimentar e agro-industrial é um caminho que, na opinião do governante, deve também ser prosseguido “estes são dois sectores em que a região mais tem apostado e vão intensificar esse caminho no futuro com toda a certeza. E esse trabalho tem sido feito muito devido à forma inteligente como a universidade de Salamanca se tem relacionado com os nossos politécnicos e com as nossas universidades. Esse trabalho é determinante porque, a partir dai, conseguimos intensificar o nosso conhecimento e termos cada vez mais produtos de qualidade, inovadores e diferenciadores e que nos podem ajudar também no contexto europeu”.   

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