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Quinta, 14 Nov 2019
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UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
790 MIL EUROS DE INVESTIMENTO
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã aprovou por maioria a abertura do concurso público para a requalificação do edifício da antiga esquadra da PSP daquela cidade, que vai ser transformada num centro de incubação e apoio ao empreendedorismo. A decisão foi tomada na última reunião pública do executivo, mas a proposta mereceu o voto contra do vereador do movimento “De Novo Covilhã”.
Por Nuno Miguel em 28 de Nov de 2018
Para Carlos Pinto a concretização dessa aposta é um erro e reveladora de falta de estratégia da autarquia no que concerne à captação de investimentos para o concelho “sou completamente contra esta dispersão de centros de incubação e apoio ao empreendedorismo, seja qual for a natureza, porque isto significa que estamos a enfraquecer o que existe e a própria ideia de crédito e que o município tem de carrear para aquilo que temos que é o «Parkurbis». Considero isto um erro na estratégia, se ela existe o que não me parece, na captação de investimento nesta área”.    
Já o vereador do CDS/PP acabou por se abster na votação desta proposta. José Luís Adriano tem dúvidas que, dadas as características do edifício, ela possa cumprir integralmente a função de incubar empresas e apoiar projectos empreendedores “em primeiro lugar eu gostaria de saber se a UBI foi ouvida quanto à utilização deste espaço uma vez que um dos argumentos utilizados é que ele pretende dar uma resposta, no centro da cidade, ao trabalho que é desenvolvido pelos alunos da universidade. Por outro lado será que este edifício tem mesmo as condições, pela sua configuração física, para isso? Não terá ele limitações que vão, de certa maneira, diminuir aquilo que se pretende com o centro de incubação?”. 
Críticas que o vereador com o pelouro da administração geral na autarquia covilhanense rejeita. José Miguel Oliveira refere que este investimento pretende corporizar uma aposta que tem vindo a ser bem sucedida noutros municípios “nós vemos claramente que a ideia de parques de ciência e tecnologia se mantém e por isso nós continuamos a apostar no «Parkurbis». Mas os municípios cada vez mais apostam numa oferta diversificada de espaços para incubação de empresas. Eu sei que o senhor vereador não gostava muito do centro da nossa cidade temos uma aposta premente nesta zona”. 
O vereador da maioria socialista apontou ainda um conjunto de exemplos de outros projectos que tem como grande objectivo contribuir para a dinamização do centro histórico da cidade “numa das últimas reuniões públicas o senhor vereador Carlos Pinto disse que não acreditava que a obra do centro de inovação cultural iria arrancar. A obra já se iniciou e era importante da sua parte, na minha opinião, reconhecer que esta câmara andou bem ao reabilitar o nosso antigo teatro. Através da política das ARU temos conseguido dinamizar a reconstrução de imóveis degradados no centro da cidade. Vamos reabilitar o museu «Arte e Cultura». No centro da nossa cidade temos neste momento em curso o maior investimento de sempre na sua reabilitação e é isso que importa referir”.   
Uma intervenção que levou Carlos Pinto a pedir novamente a palavra para comparar a acção desenvolvida pelo actual executivo na dinamização do centro da cidade, tendo como comparação o período em que presidiou à câmara da Covilhã “não posso levar a sério o senhor vereador, com todo o respeito que lhe tenho, quando diz que eu não gosto do centro da cidade. Gosto lá agora, O senhor é que gosta. A câmara que eu presidia mandou fazer o edifício do auditório municipal onde estamos e isso não é gostar. Mandou fazer o arquivo municipal, também não é gostar. Mandou recuperar a casa dos magistrados onde está instalada a divisão de cultura e o edifício do antigo BNU, que os senhores encerraram. Isso também não é gostar. Mandámos construir o silo auto para deixar de haver carros à volta da igreja da misericórdia. Isso também não é gostar. Mandámos fazer o museu de arte sacra. Recuperámos 400 edifícios ao abrigo do programa «Perid» e isso também não é gostar. E o senhor tem uma obra a decorrer no teatro cine que só é possível porque a câmara anterior adquiriu o imóvel. O que é gostar é o senhor prometer que vai ter aqui agora um centro de empreendedorismo que, para já, é uma fantasia”.  
De acordo com o projecto apresentado, este centro vai ser dividido um espaço de cowork com 20 lugares disponíveis, duas zonas de experimentação, espaços de incubação privada que podem acolher até seis empresas que empreguem até um máximo de cinco pessoas e ainda serviços comuns como um bar, um auditório, salas de reunião e uma área técnica. 

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