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Sexta, 23 Ago 2019
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CULTURA
NOVAS EXPOSIÇÕES PROGRAMADAS PARA 2019
Rádio Cova da Beira
O tribunal da Covilhã vai receber, no próximo ano, três novas exposições relacionadas com antigos processos que foram encontrados naquele edifício e que, devido à realização de obras, acabaram por não ser enviados para as instalações do arquivo distrital. O anúncio foi feito pelo juiz presidente do tribunal da comarca de Castelo Branco à margem da inauguração das exposições “o traço da justiça”, “a justiça no sector dos lanifícios no século XIX” e “O arquivo do tribunal da Covilh㔠que foram inauguradas na passada sexta-feira.
Por Nuno Miguel em 28 de Nov de 2018
De acordo com José Avelino Gonçalves a primeira exposição vai ser dedicada à imprensa regional e à figura de Almeida Eusébio, hoje praticamente desconhecido dos covilhanenses, mas que chegou a exercer funções como ministro da justiça “a próxima exposição vai ter a ver com a imprensa regional porque os jornais nessa época eram a grande fonte de conhecimento. Naturalmente que temos que perceber qual era a sua ascendência política mas no fundo estão lá as notícias. E que será complementada com alguns processos que eu tive a sorte de encontrar de José Almeida Eusébio, que foi um grande advogado aqui na Covilhã e que hoje pouco se fala dele, mas que foi ministro da justiça e existem alguns processos nos quais eu vou trabalhar”.  
Outra das exposições vão estar relacionados com projectos de grandes obras públicas realizadas no concelho da Covilhã, como a construção da estrada para Unhais da Serra ou da linha da Beira Baixa “há processos relacionados com expropriação de terrenos para a construção da linha da Beira Baixa, muitos jornais sobre a inauguração e sobre os trabalhos que se foram fazendo e no fundo ela vai incidir sobre as grandes obras que se fizeram aqui no final do século XIX. Também a estrada real que foi construída na altura e até sobre a ligação entre a Covilhã e as termas de Unhais da Serra que era uma localidade que ficava distante mas que tinha um hotel muito procurado e também encontrei algum acervo sobre isso”.  
A terceira exposição vai incidir sobretudo sobre as lutas liberais e a perseguições feitas aos Miguelistas, e onde várias histórias se podem destacar “temos o caso de um espanhol que foi apanhado por uns trabalhadores no Fundão, trouxeram-no para a cadeia, esteve um ano preso e a determinada altura teve de enviar um requerimento são juiz a perguntar se se tinham esquecido dele. Há um outro processo de 12 indivíduos que fugiram do convento de São Francisco, que era utilizado na altura para alojar a tropa, mas que entraram aqui numa tasca onde bebem e comem antes de fugirem para o Fundão para irem para Espanha. O que é certo é que não pagaram a conta na tasca, a dona chamou a polícia e eles foram presos. Foram julgados, com recurso até ao supremo e até D. Maria II deu um perdão a esse processo”. 

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