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sábado, 01 out 2022
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SOCIEDADE
“NÃO SABEMOS AINDA O QUE PODE ACONTECER”
Rádio Cova da Beira
O presidente do conselho de administração do centro hospitalar e universitário da Cova da Beira admite que aquela unidade de saúde pode perder o serviço de otorrino no final deste ano. A denúncia foi feita na passada semana em comunicado pelo Bloco de Esquerda, que enviou uma pergunta à ministra da saúde no sentido de saber se confirma que os dois profissionais dessa especialidade vão ou não abandonar o centro hospitalar.
Por Nuno Miguel em 28 de Nov de 2018
Questionado sobre o tema, João Casteleiro, refere que o serviço é assegurado por um casal de médicos e admite que existe o risco de o serviço encerrar “Não é só uma questão dos otorrinos. Actualmente temos dois mas estivemos vários anos sem ter nenhum. E todas as especialidades que tem apenas um ou dois médicos, e isso não é só no otorrino mas também na oftalmologia ou na urologia. Há uma série de especialidades que tem poucos profissionais e naturalmente que isso é um risco. Nesse caso de que fala temos um casal que se considerarem que tem um fraco vencimento, e isso é transversal a todos, não se podem sentir devidamente recompensados. Mas são pessoas que estão aqui há três anos e temos aqui pessoas há 20 anos a ganhar a mesma coisa. Há aqui uma questão de equidade e temos de ter muito cuidado e é um trabalho que tem de ser feito pelas ordens profissionais, pelos sindicatos e em discussão honesta com o ministério”. 
O presidente do conselho de administração do centro hospitalar acrescenta que os dois profissionais se sentem discriminados pelo facto de não poderem usufruir dos apoios atribuídos pelo ministério para se fixarem no interior. Por isso a manutenção deste serviço é ainda uma incógnita “não sabemos ainda o que pode acontecer. É tudo uma questão de contratos. Evidentemente que as administrações hospitalares, as ARS, a própria ACSS tem regras e que não podem ser alteradas sem mais nem menos. Há incentivos para o interior, esses colegas já não apanharam esse programa de incentivos e naturalmente que se sentem discriminados. Os incentivos têm de ser para toda a gente e não pode haver um limite. Eu também defendo que se há incentivos para o interior, eles devem ser iguais para todos”.    

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