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Sábado, 14 Dez 2019
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POLÍTICA
PRIMEIRO BALANÇO É POSITIVO
Rádio Cova da Beira
O vereador com o pelouro do desenvolvimento rural na câmara do Fundão faz uma avaliação muito positiva do projecto que começou a ser desenvolvido este ano na escola EB 2/3 de Silvares e que tem como principais objectivos contabilizar a quantidade de alimentos de cadeia curta e de origem biológica que é integrada na cantina escolar e simultaneamente combater o desperdício alimentar.
Por Nuno Miguel em 23 de Nov de 2018

No âmbito da conferência “Valorizar o Interior” que decorreu na passada semana no Fundão, Paulo Águas sublinha que os primeiros resultados já permitiram recolher um conjunto de indicadores muito positivos “em dois meses de projecto baixámos em média per capita o desperdício de 200 gramas de alimentos para 78 gramas. Isto é pesado diariamente por um técnico do gabinete, que tem formação de chef de cozinha, e que está também a ajudar na apresentação dos pratos, a torna-los mais apetecíveis para os alunos e garante também que as quantidades que são servidas e confeccionadas estão de acordo com o número de pessoas que frequentam todos os dias a cantina”.

 

Questionado sobre a aposta que o município do Fundão tem vindo a fazer na área da fruticultura, Paulo Águas reconhece que o pêssego tem sido o parente pobre de uma estratégia que tem a cereja como expoente máximo. Mas essa é uma tendência que a autarquia pretende contrariar nos próximos anos “em termos de marketing territorial o pêssego tem sido um bocadinho o parente pobre da cereja. Mas é nossa intenção que isso não continue a acontecer. A área de investimento em pêssego e noutras pernóidias está-se a tornar de tal maneira significativa que há quase uma obrigatoriedade da nossa parte de não descurar esses produtos. Ainda por cima com um nível de qualidade quer de aromas, de calibre e de capacidade de conservação numa zona como a nossa onde existe um conhecimento de mais de 20 anos na produção de pêssego”.   

 

Uma iniciativa onde o autarca classificou ainda a contratação pública como o maior inimigo das cadeias curtas de produtos agrícolas uma vez que a situação inviabiliza que os pequenos produtores e a agricultura familiar possam entrar nos grandes canais de distribuição.


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