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quarta, 28 set 2022
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CULTURA
"CAMÕES FOI UM REVOLUCIONÁRIO POLÍTICO”
Rádio Cova da Beira
A ideia foi deixada pelo escritor covilhanense João Morgado, na sessão do seu mais recente trabalho. “O Livro do Império” é uma obra onde o autor regressa ao século XVI para apresentar ao leitor o reinado de D. Sebastião e um Camões arrependido da vida, que quer cantar as glórias de Portugal.
Por Nuno Miguel em 20 de Nov de 2018
Este é "um livro sobre um livro” afirma António Fidalgo, aludindo à edição de “Os Lusíadas” sublinhando o pormenor e a investigação histórica da obra “para chamar as pessoas para a descoberta do livro”O reitor da UBI apresentou todas as “venturas e desventuras” de um poeta no afã de publicar a obra da sua vida e onde apresentou Camões como o grande criador da língua portuguesa. 
José Avelino Gonçalves apresentou uma ligação entre o livro, os personagens e a Covilhã. Por exemplo, sublinhando que D. Sebastião concedeu o título de “notável” à vila da pelos serviços prestados ao país no aperfeiçoamento da indústria têxtil e que contribuiu para a criação da designada “Fábrica D’ El Rei”, o que deu origem à primeira empresa têxtil da vila e promulgou também o regimento dos panos. O juiz presidente do tribunal da comarca de Castelo Branco apresentou ainda antigos jornais da Covilhã em que Camões serviu de mote a grandes debates políticos
Para João Morgado “Camões é o poeta da nação, mas de que as pessoas mostram algum distanciamento. Há um trauma do Camões que nos foi ensinado na escola, em que as figuras de estilo e a métrica matou o encantamento de «os Lusíadas”. As pessoas pensam que já sabem tudo sobre Camões e nada os vai surpreender, pelo que já ninguém lê o poeta, citamos meia dúzia de versos e chega”. O autor deste trabalho acrescenta que “Camões é vendido como o soldado épico, namoradeiro, boémio, que perdeu um olho, combateu na Ásia, salvou a nado os seus manuscritos, escreveu uma grande epopeia, mas nada disto diz da grandeza da sua obra e do carácter de intervenção do poeta. Camões foi um revolucionário político”.

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