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Segunda, 17 Dez 2018
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POLÍTICA
DIREITO DE RESPOSTA
Rádio Cova da Beira
Publicamos o seguinte texto, que nos foi enviado pelo ex-presidente da câmara municipal da Covilhã, Carlos Pinto, ao abrigo do direito de resposta à notícia publicada no dia 15 de Novembro 2018, sob o título “ACORDO RATIFICADO”, citando declarações do presidente da câmara da Covilhã.
Por Nuno Miguel em 16 de Nov de 2018

Diz-se na peça “Quando cá cheguei, constatei que havia um contrato, que já estava em avançado estado de elaboração, para a construção de um aeroporto sem estar definida a localização”. Sem estar definida a localização, diz ele. Logo a seguir, afinal “Havia um local mas não havia expropriações, não havia negociações com ninguém. No fundo foi uma cortina de fumo que se criou quando se desmantelou o aeródromo. Quando isso aconteceu, decidiu-se contratar uma empresa para fazer um projecto para o aeroporto e dizer-se que não se quis desguarnecer a Covilhã. Liquidaram o aeródromo, desmantelaram-no, mas criaram uma cortina de fumo encomendando um projecto sem se terem assegurado se o sítio era bom e se os terrenos já estavam expropriados”.

 

A verdade dos factos é esta. Diz o declarante, que ”tudo não passava de “cortina de fumo” para desactivar o “aeródromo, para o DataCenter”. Ora não há meio de a pedra sair do sapato deste infeliz militante anti-DataCenter. Nem se sonhava com DataCenters e já em 03.Dez.2001, por conseguinte 10 anos antes eram apresentados estudo prévio e localização do novo aeroporto

(ver notícia)

http://www.urbi.ubi.pt/011127/edicao/95cov_aeroporto.html e

http://www.rcb-radiocovadabeira.pt/pag/1467

De 24.07.2013 veja-se a seguinte notícia do NCovilhã, relatando a aprovação na Câmara, onde o actual presidente era vereador, do projecto do futuro aeroporto, já com a aprovação da localização pelo Instituto Nacional de Aviação Civil. http://www.noticiasdacovilha.pt/pt/artigos/show/scripts/core.htm?p=artigos&f=show&lang=pt&pag=&area=2&idseccao=7&idartigo=2264.

Estava lá o mesmo fulano que agora vem dizer que não havia projecto.

 

Em 29.Jan.2014, dois meses depois de tomar posse, este presidente da Câmara da Covilhã informou que a Comunidade Intermunicipal tinha aprovado o Aeroporto Municipal da Covilhã, conforme dossier que a Câmara da Covilhã que eu presidia, tinha deixado preparado. Como se pode ser capaz de mentir desta forma?

http://www.urbi.ubi.pt/pag/12059

http://www.rcb-radiocovadabeira.pt/pag/20925

 

Sobre o “acordo” de pagamento e a notícia de que o aeroporto vai ter nova localização. Quanto ao “acordo”. Este fulano desde que chegou à Câmara decidiu não cumprir nenhum contrato vindo da anterior Câmara, tudo celebrado de acordo com a lei (salvo o que ele celebrou com o Amigo presidente da Assembleia Municipal e os levou a ambos ao banco dos réus e continua na Relação de Coimbra). A táctica, desde que chegou à Câmara é a seguinte. Recusa pagar tudo. Anuncia que vai tudo para contencioso. Depois há uns ”negociadores” que entram em campo e chegam a acordo. Um dia se saberá do método e dos agentes e destes acordos.

 

Quanto à nova localização. Não se preocupe quem ouve estas banalidades irresponsáveis. A localização de um aeroporto, que demora anos, é matéria da Aviação Civil, mas é agora abordada com a mesma leviandade da nova barragem, depois de perderem a que deixei pronta para construção. Já passaram cinco anos e sabe-se hoje que não passaram de aldrabice as promessas de alternativa. A Covilhã perdeu uma barragem pronta a construir, perdeu um novo aeroporto com projecto aprovado.

 

A Covilhã tem um presidente em obsessão permanente que anda a espiolhar há cinco anos o progresso do Concelho no passado, numa verdadeira tragédia para o presente e futuro. Enquanto isto, as cidades vizinhas caminham para a frente, mas obcessionadas com o futuro.


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