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Domingo, 18 Nov 2018
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SOCIEDADE
NOVA VALÊNCIA INAUGURADA
Rádio Cova da Beira
A santa casa da miseric√≥rdia da Covilh√£ abriu hoje as portas do centro de bem estar e sa√ļde. Uma estrutura que resulta da requalifica√ß√£o de parte das enfermarias do antigo hospital distrital da Covilh√£ e que representou um investimento global de 220 mil euros.
Por Nuno Miguel em 08 de Nov de 2018

A estrutura está equipada com gabinetes médicos, sala de fisioterapia, e ainda o espaço polivalente para o desenvolvimento de actividades como ioga, pilates, reiki e ginástica sénior. Formas inovadoras, diz o provedor da instituição, de contribuir para o envelhecimento activo dos utentes do lar da instituição “esta obra pretende dotar a misericórdia da Covilhã de um espaço com terapias que assumam um carácter inovador. Neste centro olhamos para o envelhecimento como um processo natural, activo e positivo. Acreditamos que, a médio prazo, ele se vai assumir na cidade como um polo impulsionador de actividades de promoção de saúde e aquisição de hábitos de vida saudáveis. Queremos aqui contribuir para o bem estar físico e mental dos nossos idosos. Para já está valência vai estar disponível para todos os nossos utentes mas esperamos que em breve ela possa ser também utilizada pela restante comunidade”.  

 

Neto Freire não esconde a satisfação pelo concretização deste objectivo, até porque para chegar ao dia da inauguração, este centro teve de ultrapassar algumas tempestades “e não eram tempestades de excesso de chuva ou vento mas sim de falta de dinheiro para a nossa comparticipação nesta obra. Não pela razão de que os 100 mil euros representassem muito dinheiro mas sim porque esse dinheiro era o resultado do amealhar de alguns meses. Como é sabido a misericórdia da Covilhã não pode recorrer aos bancos porque todos os edifícios estão hipotecados e não havendo garantias não há empréstimos”.

 

A obra teve um apoio financeiro de 165 mil euros por parte do fundo “Rainha D. Leonor”, criado pela santa casa da misericórdia de Lisboa e que tem como finalidade apoiar a conclusão de projectos em instituições sediadas fora das grandes áreas metropolitanas. Apesar de o número de solicitações de apoio ser grande, a coordenadora do fundo refere que já foi possível apoiar 90 projectos a nível nacional. Inês Dentinho explicou ainda as razões que levaram à aprovação da candidatura da misericórdia covilhanense “é um projecto na área do envelhecimento activo, apresenta inovação, foi desenvolvido por uma misericórdia do interior e esse também é um dos nossos parâmetros de avaliação e em que procuramos contribuir para a coesão territorial. No entanto reconheço que o nosso orçamento é escasso para tantos pedidos e ainda não foi possível acorrer a todos. De qualquer forma já pudemos apoiar 90 projectos em todo o país, cerca de 50 já estão a funcional e naturalmente que esperamos dar continuidade a esta ideia para poder dar resposta às solicitações que já nos foram apresentadas”.  

 

Já o director do centro distrital de segurança social sublinha que a inauguração deste novo centro simboliza uma marca da qualidade do trabalho que os actuais órgãos sociais têm vindo a desenvolver. Melo Bernardo não esquece as dificuldades que a misericórdia da Covilhã apresentava há poucos anos “eu recordo-me que há seis anos a misericórdia da Covilhã não tinha dinheiro para pagar o subsídio de natal aos seus funcionários. Houve então uma intervenção da segurança social, que é a nossa obrigação, mas sobretudo é a nossa obrigação quando verificamos que à frente das instituições estão pessoas altamente responsáveis e que fazem um esforço enorme para inverter as situações. E hoje a misericórdia da Covilhã, felizmente, está nesse bom caminho”.

 

Também o presidente da câmara da Covilhã, Vítor Pereira, estabeleceu um paralelismo entre a situação vivida pela santa casa misericórdia e pela autarquia covilhanense “a instituição tem passado por momentos muitos difíceis, designadamente de natureza financeira, mas a equipa que tem estado a gerir os destinos da misericórdia tem efectuado um trabalho notável de recuperação, de saneamento financeiro, e sem deixar de pensar em novas obras e projectar o futuro. Eu revejo-me muito na forma como são conduzidos os trabalhos nesta instituição e tenho essa mesma experiência enquanto presidente de câmara”.   

 


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