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Domingo, 18 Nov 2018
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POLÍTICA
QUASE TRÊS DÉCADAS DEPOIS, PLANO CONTINUA EM REVISÃO
Rádio Cova da Beira
Passados 27 anos, o Plano de Pormenor da Zona da Área Poente do Fundão continua em revisão. O documento criado nos anos 80 do século passado foi revisto em 1991 e, desde então, de revisão em revisão já conheceu mais de duas dezenas de versões.
Por Paulo Pinheiro em 08 de Nov de 2018

Na última reunião do executivo fundanense, o presidente da câmara explicou o porquê do plano não ter chegado ao fim

“De 1991 para cá, mesmo não estando revisto o plano, não preciso de explicar que a zona poente da cidade teve imensas coisas que ali aconteceram. Imensa ocupação, todos os prédios do Sítio do Vale, e quando se vai fazer a revisão do Plano de Pormenor, perante a realidade existente, houve dificuldade em definir em caso 90% das coisas já lá estavam”, disse.

 

Em 2015 nova legislação foi produzida para estas situações e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento regional do Centro (CCDR) formulou uma pergunta à câmara do Fundão

 

“O Plano é para chegar ao fim? O que é que pretendem fazer? Nós respondemos que, mesmo com todas as vicissitudes, vale a pena terminar o documento. A CCDR indicou à CMF que inicie formalmente o processo de 1991 sendo que os prazos agora estabelecidos para a conclusão apontam para um ano com a possibilidade de solicitar a renovação por mais um. Na prática são dois anos que temos”, frisou Paulo Fernandes.     

A autarquia tem agora dois anos para resolver este nó atado há quase três décadas.

O executivo fundanense aprovou, por unanimidade, avançar com a “derradeira versão” do plano de pormenor da zona de expansão poente tendo um conta diversos princípios um dos quais o aumento da zona verde:

“Há uma questão no Sítio do Vale que para nós é fundamental, até na sequência da aquisição e permutas que fizemos, há pouco tempo, que é o do Parque Verde e a área da Escola Secundária do Fundão pudesse ser reforçada. É que no plano em vigor, aquela zona tinha uma área de construção muita densa, e aquele “bosquete” que vai até ao pavilhão municipal era trilhado por um loteamento de grande densidade”.   

 

De acordo com Paulo Fernandes, existem naquela zona áreas onde o município não pretende intervir

“A zona contígua à avenida Eugénio de Andrade é a área que consideramos que deve ser ampliada relativamente ao que está contemplado no documento, mas com a certeza que não reclassificamos um metro quadrado de solo. Para além de aumentar a área verde é necessário reduzir densidades nalgumas zonas que consideramos que servem de contenção a este tipo de espaço”, defendeu.     


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